domingo, 09 de dezembro de 2018
FPF
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“Toinho estava a serviço da Junta”, afirma defesa de Rosilene Gomes

Raniery Soares / 26 de janeiro de 2018
Foto: DIVULGAÇÃO
A defesa da ex-presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Rosilene Gomes, deve recorrer nos próximos dias da decisão que a condenou a cinco anos de prisão, em regime semiaberto, acusada de furto duplamente qualificado. A informação foi dada pelo advogado Gilvan Freire, que defenderá a ex-mandatária nesta ação.

Segundo o jurista, na época do delito em questão, Rosilene Gomes não presidia mais a Federação Paraibana de Futebol, que estava sob intervenção de uma Junta Governativa. Ainda de acordo com Gilvan, como Antônio Alves Gonçalves (o Toinho) era funcionário da entidade máxima do futebol paraibano, as ações praticadas por ele após a saída da ex-presidente, eram ordenadas pela nova administração.

“Rosilene Gomes deixou a Federação Paraibana de Futebol logo que recebeu a ordem da justiça, em abril. O fato aconteceu em maio e desde então, ela já estava afastada há mais de um mês. Toinho, que é como é conhecido o acusado, permaneceu como funcionário da FPF e por isso, ele estava a serviço da Junta formada pelos interventores”, disse Freire.

O advogado não confirmou quando entrará com o recurso que vai apelar para que a sentença possa ser reformulada, mas adiantou que esta é a sua esperança enquanto defesa.

Gilvan também frisou que em quase 30 anos gerindo o futebol paraibano, nenhuma conduta com esta foi registrada no histórico de Rosilene Gomes.

“Ela tem uma vida dentro do futebol paraibano, pois dedicou quase 30 anos de serviços prestados. Se em todo este tempo, nenhum material foi desviado, é no mínimo interessante, para não dizer outra coisa, que logo depois da sua saída, um caso como esse venha à tona. Estamos confiantes e vamos lutar para que a verdadeira história possa prevalecer”, comentou Gilvan.

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