terça, 24 de novembro de 2020

FPF
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Sem a presença de grandes times, assembleia destitui Nosman da FPF

Gabriel Botto e Raniery Soares / 17 de julho de 2018
Foto: Raniery Soares
A briga pelo poder na Federação Paraibana de Futebol (FPF) está longe de acabar. Uma assembleia realizada na tarde dessa segunda-feira (16), no Clube Cabo Branco, decidiu pela destituição do presidente da entidade, Nosman Barreiro. 12 clubes foram favoráveis a saída do dirigente, um contra e três se abstiveram da votação.

O evento contou com a presença de vários representantes dos clubes amadores, mas entre os profissionais apenas cinco: Internacional, Spartax, Sport Campina, Femar e Auto Esporte. Da Primeira Divisão ou os considerados ‘grandes’, nenhum.

Após a votação da destituição de Nosman, os clubes elegeram uma junta administrativa para comandar a Federação até as eleições que estão marcadas para este ano. Por 9 votos a 5, a chapa vencedora foi a de Arthur Ferreira (ex-técnico do Sport Campina ) e Eduardo Faustino (membro do Tribunal de Justiça da PB), que concorreu com a chapa de Ademário Costa (departamento de registro da FPF) e o advogado Marcos Souto Maior Filho.

É bom lembar que Eduardo Faustino já comandou a Federação através de uma junta administrativa, na época em que a ex-presidente Rosilene Gomes foi afastada do cargo por força da justiça. Ele, junto com João Máximo Malheiros e Ariano Wanderley, comandou o processo eleitoral que elegeu Amadeu Rodrigues à presidência da FPF.

Nosman tomou posse como presidente da FPF após a Justiça determinar o afastamento imediato do ex, Amadeu Rodrigues. Desde lá, os clubes não concordavam com a permanência dele a frente da entidade esportiva.

Feldmann julga como legítima

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um representante para a assembleia. O secretário geral Walter Feldman acompanhou bem de perto o tumulto e fez um discurso falando sobre o atual momento do futebol paraibano, destacando a autonomia dos clubes e da entidade na resolução dos problemas enfrentados pelo esporte no estado.

“É legítimo os clubes se reunirem para avaliar o atual quadro e tomarem decisões sobre seu futuro, contanto que seja estatutário e dentro das normas vigentes do país e os órgão responsáveis julgarão isso. Nós esperamos que essa decisão seja autônoma e independente. Está na Constituição Federal e nós queremos respeitar esse artigo que estabelece que o desporto precisa ter essa estrutura de funcionamento”, disse.

Feldman ressaltou que a CBF acredita que a solução para os problemas enfrentados na Paraíba possam ter soluções dadas pelos próprios clubes filiados à FPF e pela própria entidade máxima do futebol no estado.

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