sexta, 21 de setembro de 2018
FPF
Compartilhar:

Nova comissão de arbitragem garante que árbitros seguirão afastados

Allan Hebert / 24 de abril de 2018
Foto: Rafael Passos
Com o intuito de melhor a imagem e a credibilidade da arbitragem paraibana, que anda na mira da Operação Cartola por suspeitas de manipulação de resultados, ontem foi apresentado o novo comando da Comissão Paraibana de Arbitragem. Em coletiva na sede da Caixa Beneficente da Polícia Militar, o coronel Marcos Sobreira e o major Juceilton Soares foram formalizados como novo presidente e vice da instituição.

“Na verdade, se a gente for analisar em termos de credibilidade, pouca coisa tem credibilidade no Brasil, diante de tudo que a gente vê aí fora e pela fama do brasileiro. Na Comissão de arbitragem, nós estamos aqui sem querer falar do passado, nós temos que caminhar a partir deste dia e pensar para frente. Temos que dá transparência, lisura a tudo que for ser feito. Nós iremos implementar um trabalho de equilíbrio, de coerência, de credibilidade, de moralidade. São esses os nossos objetivos”, falou o coronel Sobreira.

Devido às investigações da Operação Cartola, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) suspendeu preventivamente a participação dos árbitros paraibanos ligados à entidade dos jogos em âmbito nacional. O coronel Sobreira confirmou que os 11 investigados pela Justiça também ficarão na geladeira enquanto durar o inquérito policial.

“Eles estão afastados em nível nacional e estadual também. Eu não posso ser incoerente. Quando for começar a próxima competição estadual (Segunda Divisão do Paraibano) as investigações provavelmente estarão concluídas e dependendo do resultado vamos tomar o melhor posicionamento em cima dos citados. O tempo que é quem vai dizer. Á princípio, todos estão afastados”, explicou.

Tanto o coronel Sobreira como o major Juceilton se colocaram à disposição da Justiça – caso seja necessário – durante o inquérito da Operação Cartola, investigada pela Polícia Cível e Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

“Os órgãos que estão à frente das investigações são extremamente competentes. Se nós, de uma forma ou de outra, formos solicitados nós vamos contribuir, evidentemente. Claro que a mim, a Joceilton, talvez nós não tenhamos muito a contribuir, pelo fato de estarmos chegando agora e não termos conhecimento desses acontecimentos pretéritos. No entanto, dentro do possível, estamos à disposição para ajudar o futebol da Paraíba”, concluiu.

Mudança. Em relação ao sorteio das escalas de arbitragem, citados na investigação da Operação Cartola como fraudulentos, o coronel Sobreira afirmou que vai tentar adotar o mesmo sistema utilizado pela CBF para evitar qualquer problema.

Relacionadas