sábado, 23 de março de 2019
Esportes
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FPF e clubes podem ficar sem patrocínio da Caixa

Raniery Soares / 01 de dezembro de 2018
Foto: Junot Lacet Filho/Paraíba Press
Um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), que teve como relator o ministro paraibano Vital do Rêgo Filho, deve colocar fim no que foi a principal fonte de recursos do Campeonato Paraibano deste ano. É que o órgão entendeu que os contratos de patrocínio da Caixa Econômica Federal relacionados a esportes (clubes de futebol e competições) não podem ser renovados.

Segundo o TCU, pelo atual modelo, o contrato de patrocínio da Caixa se assemelha àqueles comuns no setor privado. O banco faz o aporte financeiro e, em troca, o patrocinado entrega, como contrapartida, visibilidade para a Caixa. Entretanto, de acordo com o Tribunal, não há exigência de comprovação de como o dinheiro foi gasto. Em seu voto, Vital do Rêgo negou a exigência de prestação de contas com comprovantes de despesas.

A dor de cabeça que a Federação Paraibana de Futebol (FPF) deverá sentir sem este recurso é que, acostumados com a isenção no pagamento de taxas administrativas e de arbitragem, os clubes agora querem cobrar da presidente Michelle Ramalho uma alternativa para não terem que acumular mais este ‘prejuízo’ durante a temporada.

Nos bastidores, uma fonte ligada à atual gestão da FPF afirmou que Michelle Ramalho tem tentado negociar a manutenção do patrocínio com a Caixa, entretanto a afirmação do banco é que qualquer conversa neste sentido está prejudicada por causa do esquema de manipulação de resultados que supostamente funcionou durante o Campeonato Estadual, descoberto pela Operação Cartola.

Este ano, o Campeonato Paraibano recebeu R$ 500 mil, que segundo a FPF à época, o dinheiro seria destinado ao pagamento de taxas administrativas e de arbitragem, além de premiação para campeão e vice do Paraibano e um incentivo para os clubes que disputam competições nacionais (Botafogo, Treze e Campinense).

O CORREIO tentou contato com a presidente da FPF, Michelle Ramalho, mas sem êxito na comunicação.

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