sexta, 26 de fevereiro de 2021

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Filho de paraibano campeão desponta como um dos maiores nomes do surfe

Allan Hebert / 02 de julho de 2017
Foto: Divulgação/Henrique Pinguim
Um dos principais nomes da história do surf brasileiro, o paraibano Fábio Gouveia ‘pendurou’ as pranchas, mas deixou um sucessor que começa a mostrar um grande desempenho no cenário internacional da modalidade. Trata-se de um dos filhos do surfista, Ian Gouveia, que tem o sangue paraibano correndo nas veias, mas nasceu no estado vizinho de Pernambuco. Comente no fim da matéria.

Aos 24 anos, o jovem está disputando sua primeira temporada na elite do surf, a World Surf League, que conta com os 34 melhores atletas do planeta. Ian agora faz parte da chama “Brazilian Storm”, como é conhecida a nova geração de surfistas brasileiros, que tem como principais referências Gabriel Medina e Adriano de Souza, que foram campeões mundiais em 2014 e 2015, respectivamente.

Após cinco etapas do Mundial, Ian ocupa provisoriamente a 23ª colocação no ranking, posição nada ruim, já que ele está estreando na elite. Seu melhor resultado até o momento foi um 9º lugar, na última etapa, que foi disputada em Fiji. O surfista está satisfeito com seu desempenho até aqui.

“Eu estou gostanto muito. Desde pequeno vinha acompanhando meu pai e assistindo esse cenário todo e está fazendo parte é um privilégio para mim. Estou tranquilo, sem pressão e aproveitando o momento. Eu quero ficar na elite por muito tempo e seguir crescendo”, comentou Ian.

“O Ian começou a surfar um pouco tarde, porque eu viajava muito e na época nós morávamos em Recife e surgiu aquela fase em que começaram a aparecer tubarões nas praias. Então, ele começou a surfar pra valer quando fomos morar em Florianópolis. Há muito tempo ele vinha surfando bem, mas os resultados não condiziam com a realidade dele. Agora, ele está na elite e vem evoluindo bem. A tendência é siga crescendo”, avaliou o pai, todo orgulhoso.

O sonho olímpico

Com a inclusão do surf no programa olímpico para os Jogos de Tóquio 2020, muitos brasileiros já sonham com a participação no torneio. Porém, poucas coisas foram definidas sobre o formato de disputa e como será a classificação. Por enquanto, o que foi divulgado é que 40 surfistas vão competir (20 em cada sexo) e que as provas serão disputadas em China, uma cidade a 45 minutos de trem de Tóquio, onde a World Surf League, realiza campeonatos do WQS, a divisão de acesso da modalidade.

Ian espera definições sobre a classificação, mas sabe que não será nada fácil chegar ao objetivo, devido a grande quantidade de surfistas.

Fábio já ganhou Mundial 

Fábio Gouveia foi um dos precursores do surf brasileiro. Há 29 anos, ele conquistou o principal título do país até então, a levantar a taça do Campeonato Mundial Amador, em Porto Rico. O resultado histórico foi muito importante para o crescimento do esporte, já que a repercussão foi muito grande na época, como detalhou Fabinho.

“Faz tempo, hein? (risos). Foi uma grande repercussão e um marco para o surf brasileiro. A gente foi com uma equipe boa para Porto Rico, mas com muita gente sem experiência. Eu não tinha experiência nenhuma e voltei com esse título. Quando voltei ao Brasil foi uma grande repercussão e não tem como se esquecer e foi realmente um marco”, recordou Fábio.

O paraibano não chegou a ganhar o Mundial entre os profissionais, mas teve uma carreira muito respeitada, com títulos em algumas etapas do circuito, inclusive. Na temporada de 1992 teve um desempenho marcante, terminando o ano na 5ª colocação. Para ele, o sucesso de surfistas de sua época abriu as portas do cenário internacional para a nova e vencedora.

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