domingo, 15 de setembro de 2019
Automobilismo
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Piloto paraibano passará por temporada na Europa

Amauri Aquino / 04 de fevereiro de 2018
Foto: AMAURI AQUINO
No kart, ele já foi campeão do estado e da região. Em 2017 conquistou o vice-campeonato na Fórmula F3 Brasil, categoria criada para pilotos que vieram do kart, e também é uma das várias séries de Fórmula 3 pelo mundo, assim como a F3 Inglesa e F3 Europeia. Na categoria Academy - uma espécie de categoria de base, Léo Barbosa subiu ao pódio nas oito etapas da temporada. Ainda realizou o sonho de qualquer garoto que deseja chegar na F-1, ao pilotar no Autódromo de Interlagos José Carlos Pace.

O próximo passo do piloto paraibano será uma temporada na Europa. Ainda há uma dúvida se na F3 Europeia, que tem dez etapas e começa na França, em maio ou na F4, categoria criada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), quando Gerhard Berger, ex-piloto de F1, era o diretor.

Para muitos iniciantes, a rotina puxada entre estudos e os treinos podem até ser motivo de reclamação. Não é o caso de Léo Barbosa, com apenas 16 anos, ele quer seguir carreira no automobilismo. Essa foi a primeira temporada do único nordestino neste patamar de alta velocidade. A segunda posição na disputa do campeonato faz com que o menino sonhe e projete um futuro de conquistas. “Eu quero fazer a F3 Europeia e daqui a uns quatro anos, quero fazer parte do circuito da Fórmula 1”, falou Léo.

Para isso, o garoto vai contar com um planejamento bem objetivo, contudo apenas a falta de patrocínio, pode ser algo que o deixe fora do realizar o sonho. Léo explica didaticamente qual o plano, e faz parecer ser fácil, mas não para ele que mesmo com a pouca idade já conquistou muito e que tem tido o nome comentado no meio automobilístico.

“Quero fazer corridas onde puder, onde o patrocínio der conta a gente vai correr”, cravou, com olhar certo de que não tem medo e nem muito menos foge da responsabilidade.

Léo, credita todo o sucesso conquistado até aqui, nos moradores do apartamento 801, que fica num prédio de classe média, localizado no bairro do Cabo Branco, extremo da zona lesta da capital paraibana. O piloto mora com os pais e sua avó materna. “Eles me dão todo apoio possível. Sem que viajo, meu pai e minha mãe vão comigo e para nós que aceleramos a mais de 200 por hora, todo suporte é importante”, disse.

Família essa que prefere relata os momentos de aflições quando Léo está na pista. Dona Conceição Barbosa, sua avó, uma senhora de olhar de sereno e sincero, foi taxativa quando indagada sobre a profissão que o neto quer seguir, principalmente nessa categoria que é base de algo bem maior. “Tenho medo. Prefiro não assistir. Nem vejo, pois tenho medo de acontecer algo”, disse. Sua filha e mãe do garoto, que tem o mesmo nome disse que “ela só assiste as corridas depois, já em casa”, garantiu.

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