domingo, 17 de janeiro de 2021

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Após 8 meses, Bethe Pitbull volta a lutar pelo UFC

Rammom Monte / 16 de abril de 2016
Foto: ALEXANDRE LOUREIRO/INOVAFOTO
Um objetivo: o cinturão do peso-galo feminino do UFC. Em agosto de 2015, a lutadora paraibana de MMA, Bethe Pitbull Correia, esteve muito perto de realizar o seu maior sonho dentro do octógono: sagrar-se campeã da modalidade. Porém, 34 segundos foi o tempo necessário para separar o desejo da conquista. Após ser nocauteada pela então campeã, a americana Ronda Rousey, no UFC 190, que aconteceu no Rio de Janeiro, Bethe deixou de ir ao encontro do cinturão, para ir ao encontro da lona.

Passado oito meses, hoje a campinense volta ao cage para tentar trilhar seu caminho de volta à disputa do título, que hoje pertence à também norte americana Mishea Tate. Com a certeza que vai voltar a lutar pelo cinturão, Bethe encara a lutadora Raquel Pennington, no UFC Tampa, nos Estados Unidos.

“Eu só enxergo que logo estarei disputando novamente e desta vez, com ele na cintura. Sei que preciso lutar e vencer para isto, mas vou fazer o possível, porque isto é meu sonho”, afirmou. Com um cartel de 10 lutas no MMA, sendo nove vitórias e apenas uma derrota, exatamente a da disputa do cinturão contra Ronda, Bethe afirma que ainda não engoliu aquela derrota e que ainda sonha em lutar novamente contra a ex-campeã, desta vez, com um final diferente.

“Tenho toda a vontade do mundo de enfrentá-la novamente. Aquela derrota eu não engoli. Quero limpar meu currículo, mas vou trabalhando e logo terei outra oportunidade”, declarou.

Preparação para o embate

Após a derrota, Bethe arrumou as malas e se mudou para os Estados Unidos, onde mora e treina atualmente na academia American Kickboxing Academy (AKA), com grandes nomes do MMA mundial, como Cain Velasquez, Daniel Cormier, entre outros. Para ela, essa mudança foi primordial na sua evolução.

“Aqui na AKA me descobri como atleta, minhas falhas, inseguranças e meus pontos fortes. Aqui evolui muito e sei que tenho muito a aprender. Após minha derrota, vi que precisava de um tempo, novos ares, refletir. Sair da pressão que tinha no Brasil e me fortalecer como atleta. Recebi o convite de Leandro para passar tempo na AKA. Senti uma paz muito grande aqui, por isso resolvi fazer as malas e me mudar para fazer meu treinamento. Antes eu criticava, mas hoje eu entendo porque atletas olímpicos se isolam e até moram em centros de treinamento passando até muitos meses sem ver a família. Porque tudo acaba refletindo nos treinos”, explicou.

Perguntada se espera uma adversária forçando a luta agarrada, Bethe foi enfática: "estou pronta para qualquer coisa".

Reação dos brasileiros após a última luta

Apesar da confiança e da certeza que vai voltar a disputar o cinturão, nem tudo é alegria para Bethe. Ela afirma que ficou entristecida com o que ouviu e viu de uma parte dos brasileiros após sua derrota para Ronda. Segundo ela, o que houve foi uma má interpretação de suas palavras.

"Não posso negar que fiquei muito triste com o que passei no Brasil, antes, durante e depois da luta. Eu estava ali para ganhar por eles. Mas sei que o maior vilão foi a mídia, que quis assim. A mídia tem grande poder de influência e achou que seria mais interessante as matérias de que eu era a má. Não me importo em ser a má ou a boa, e sim a verdade. Mas não tenho mágoa do Brasil".

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