quinta, 27 de junho de 2019
Economia
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Vendas pela internet conquistam consumidores e mercado fatura R$ 41 bilhões

Rammom Monte com assessoria / 25 de abril de 2016
Foto: Divulgação
Desde 2015 até o atual momento, uma das palavras que mais se ouve é crise. É bem verdade que alguns setores apresentaram quedas em seus números, como é o caso do comércio tradicional, que teve um recuo de 4%. Porém, quando o assunto é comércio eletrônico, a história é diferente. Em 2015, o segmento teve um faturamento de R$ 41,3 bilhões, crescendo 20% em relação a 2014. E isto pode ser explicado por uma série de fatores. Um deles é a comodidade, motivo apontado pelo jornalista Richardson Gray para preferir as compras on-line.

“95% das minhas compras estão sendo pela internet. Eu comecei a comprar pela internet pela praticidade mesmo. Nunca tive muita paciência de ir a um shopping, por exemplo, para comprar roupas. Mas eu também comecei a comprar pela quantidade enorme de descontos. Teve uma promoção em uma loja, em que comprei 5 tênis que sairia pelo valor de um na loja”, alegou Richardson.

O resultado é potencializado por novas plataformas de comércio digital, como os marketplaces, verdadeiros shoppings virtuais que vendem todo tipo de produto, de roupas e eletrônicos a serviços variados.

E Richardson comprova estes dados. Ele diz que compra quase de tudo na internet, mas ainda há uma coisa que ele ainda prefere comprar presencialmente.

“Comecei comprando jogos (via steam), mas agora eu já compro roupa, bicicleta... Semana passada eu comprei uma máquina de costurar para minha noiva. Mas comprar comida eu ainda prefiro o ao vivo. Aquele programa Ifood é sensacional, mas eu prefiro ver o que vou comer”, afirmou.

Mais facilidades

O mais recente empreendimento a entrar em operação é a Vendaecia.com, empresa com base na Paraíba e considerada o primeiro marketplace do Nordeste. "O cenário de retração da economia formal gerou oportunidades para que o comércio eletrônico se tornasse um dos principais aliados dos brasileiros. O consumidor já sente mais confiança na compra, pela segurança do pagamento e velocidade da entrega, além da possibilidade de comparar preços e entender qual a melhor relação custo-benefício",

Isso tudo garante presença junto a um público que cresce ano a ano. Os números do relatório Webshoppers 2015 mostram que 39,1 milhões de consumidores virtuais realizaram pelo menos uma compra em 2015, volume 3% maior que em 2014.

Segundo Aldo Pacheco, diretor de Tecnologia e Novos Negócios da Vendaecia, o modelo de marketplace minimiza os riscos para pequenos e médios empreendedores. “Trazemos uma solução baseada em tecnologia de ponta, capacitação técnica, parceria entre empresas. Uma oportunidade para pequenos e médios varejistas apresentarem seus produtos para o Nordeste, Brasil e o mundo”, afirma.

Apesar de ter a comodidade de comprar sem sair de casa, as compras on-line também têm um lado negativo, principalmente para os mais ansiosos: ter que esperar o produto chegar. Mas Richardson afirma que para ele isso não o afeta na hora de escolher entre a compra presencial e a virtual.

“Nunca deixei de receber nada. Mas tive medo quando comprei pela primeira vez no Ebay (foi um controle de xbox) e passou quase 3 meses para chegar. Já tinha até desistido  de receber. Acho que em 2009/2010 eu ainda preferia comprar presencial pela taxa de entrega ser bem cara, mas nunca pela demora. Agora o valor é barato e normalmente rápido. Em 15 dias no máximo já estou recebendo o que quero”, finalizou.

Mix de produtos

Nessa primeira etapa, o foco do Vendaecia.com são os segmentos de moda, têxtil, acessórios, calçados, casa e decoração, saúde e bem-estar, cosméticos, eletrônicos e serviços. As marcas que já fecharam com o e-commerce são da Paraíba, Pernambuco e Paraná, mas a empresa já abre frentes para trazer lojistas também de São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso.

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