domingo, 19 de maio de 2019
Economia
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Três terminais de combustíveis serão leiloados e equipamento deve receber investimento

Bárbara Wanderley / 22 de março de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Três terminais de combustíveis do Porto de Cabedelo serão leiloados para arrendamento nesta sexta-feira (22). Vencerá o certame que oferecer o maior valor de outorga, que começará a partir de R$ 1. De acordo com a presidente da Companhia Docas da Paraíba (Docas-PB), Gilmara Temóteo, o arrendamento vai garantir investimentos de R$ 120 milhões na infraestrutura do porto.

O Porto de Cabedelo possui atualmente 11 áreas ocupadas por empresas privadas, como, por exemplo, o moinho Dias Branco, empresas da área de mineração, coque de petróleo, malte e cevada, entre outros. Enquanto oito áreas estão funcionando com contratos regulares, três estão com contratos vencidos, por isso irão a leilão.

Gilmara Temóteo explicou que atualmente as áreas que serão arrendadas atualmente estão ocupadas pelas empresas Petrobras, Transpetro e Raízen. Com o leilão, as três empresas terão oportunidade de concorrer para regularizar os contratos. Se vencerem, poderão permanecer nos locais, mas, se não, as áreas serão ocupadas por outras empresas.

A presidente da Companhia das Docas ressaltou que o leilão para arrendamento das áreas é diferente do leilão de concessão que ocorreu recentemente passando a administração de dois aeroportos paraibanos para uma empresa espanhola. “No nosso caso, a administração continua sendo estadual, com autonomia da Companhia das Docas”, disse.

Prazo

As empresas vencedoras do leilão que ocorrerão hoje terão apenas a oportunidade de utilizar as áreas, pelo prazo de 25 anos.

Projetos de infraestrutura

A principal vantagem do arrendamento, além da regularização contratual, será o investimento que o porto receberá como contrapartida. São R$ 120 milhões que serão investidos, tanto nas três áreas arrendadas, como em áreas comuns do porto. O valor deve bancar obras de pavimentação, drenagem, parte elétrica, reforma de armazéns e de caixas d’água, entre outros, cujos projetos já estão sendo atualizados pela Companhia das Docas.

Gilmara Temóteo espera que as obras ajudem a aumentar a movimentação do porto, que atualmente tem uma média de circulação de 100 a 120 mil toneladas de produtos por mês. “Temos estudos que apontam que o porto poderia receber cinco milhões de toneladas por ano, mas atualmente chegamos no máximo a dois milhões. Nosso desafio é aumentar esses números”, disse.

Uma forma de contribuir para o crescimento do porto seria a construção do terminal de múltiplos usos, destinado a movimentação de containers. Gilmara Temóteo explicou que o porto não tem condições de receber containers porque não há área para movimentá-los. Os poucos que aparecem, chegam no Porto de Suape, em Pernambuco, e depois são transportados até Cabedelo por via terrestre. Por isso a companhia tem um projeto que aproveitaria uma área ociosa de 100 mil m².

Passageiros

Recentemente, uma empresa interessada em realizar o transporte de passageiros de forma turística pela costa do Nordeste negociou com o Companhia. Embora o início das operações esteja atrasado, Gilmara garantiu que nada foi cancelado. “A empresa está aguardando algumas licenças operacionais e nós estamos aguardando que eles estejam prontos. Já conseguimos com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) a autorização para que os turistas passem pela Fortaleza de Santa Catarina”.

 

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