quinta, 21 de janeiro de 2021

Trabalho
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Quedas nas vendas e alta nos juros deixa o comércio sem vagas temporárias

Edson Verber / 05 de maio de 2016
Foto: Assuero Lima
A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) avalia que haverá uma queda de 6,27% na quantidade de vagas no Setor Terciário, em todo Brasil, em 2016, na comparação com 2015. Já a Fecomércio Paraíba possui pesquisa prevendo uma queda um pouco menor, na casa dos 5,5%. Quanto às causas para a redução são as mesmas em todos os estados: queda nas vendas e juros ao consumidor, que deverão continuar em alta até o início do quarto trimestre do ano.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Paraíba, Marconi Medeiros, lembrou que a pesquisa de previsão na queda das vagas na Paraíba, menor do que no Brasil, foi realizada pelo Instituto Fecomércio e “mostra uma realidade em que a economia do Nordeste e, do nosso Estado em particular, tem mantido um melhor desempenho do que o Brasil como um todo, mesmo no atual cenário adverso”.

Perda de empregos formais

Para calcular a previsão de queda a CNC tomou como base os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, que mostra queda no número de trabalhadores formais do comércio varejista brasileiro no primeiro trimestre do ano, em números absolutos, de 2,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Percentual corresponde a uma redução de 167,1 mil postos de trabalho no setor – o pior resultado para o período na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, iniciada em 2004.

Medicamentos

O arrefecimento da inflação nos próximos meses poderá viabilizar algum crescimento das vendas no setor de farmácias, segundo a CNC.

Hiper e supermercados

Diante da queda mais acentuada das vendas no início de 2016 e da perspectiva de mais um ano de recuo nas vendas, a CNC revisou de - 253,4 mil para - 269,3 mil sua expectativa de criação de vagas no varejo ao final de 2016 no setor de Hiper e supermercados.

O atual cenário de restrição e encarecimento do crédito deverá levar os segmentos do vestuário, de móveis e eletrodomésticos e do comércio automotivo a fecharem juntos 183,4 mil postos de trabalho ao final do ano.

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