terça, 12 de novembro de 2019
Trabalho
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Paraíba gera mais de 1,3 mil novos empregos em julho

Arthur Araújo / 23 de agosto de 2018
Foto: Divulgação
A Paraíba ganhou 1.353 postos de trabalho no último mês de julho, em crescimento estimulado pela alta nas contratações do setor da indústria de transformação. Os números são apenas 0,35% superiores aos de julho de 2017. O quadro, no entanto, é o melhor para o mês desde a queda brusca de 2015, quando o estado perdeu 2.620 vagas. Os dados são do relatório mensal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

O número de postos é calculado considerando o saldo entre demissões e admissões. Nesse caso, a Paraíba segue tendência de crescimento verificado em todo o Brasil. No Nordeste, foram criadas 7.163 vagas, e no Brasil 47.319. Em nível nacional, os setores que apresentaram melhores resultados foram a agropecuária, os serviços e a construção civil, que juntos foram responsáveis pela criação de mais de 42 mil empregos.

O setor da indústria de transformação foi o que obteve maior destaque na Paraíba, sendo responsável pela criação de 1516 vagas. Elas estão concentradas principalmente na indústria química, farmacêutica, veterinária e de perfumaria. Outro setor de destaque foi o da agropecuária, que teve saldo positivo de 696 vagas. Os serviços e a construção civil, por outro lado, não tiveram um bom mês. O primeiro perdeu 340 postos de emprego. Já o segundo fechou 303.

Entre os municípios paraibanos, Santa Rita foi o que mais criou empregos, com um saldo de 667 vagas. O mês acabou sendo de reação dentro de um ano ruim, já que a cidade perdeu 1.994 vagas desde janeiro. As principais cidades do Estado, no entanto, tiveram um mês ruim. João Pessoa, por exemplo, perdeu 566 postos, enquanto Campina Grande fechou 194 vagas formais.

No Brasil, os dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam uma recuperação. As mais de 47 mil vagas criadas colocam o mês de julho de 2018 como o melhor desde 2012. O total de vagas criadas, no entanto, é bastante inferior ao daquele ano, quando a economia ganhou mais de 142 mil vagas. Desde janeiro desse ano, já foram criados 448.263 empregos com carteira assinada. Os números, no entanto, estão longe de sanar o déficit. Entre 2015 e 2017, foram fechados 2,88 milhões de postos.

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