sábado, 27 de fevereiro de 2021

Economia
Compartilhar:

Trabalhadores do lar sem segurança na aposentadoria

Érico Fabres / 11 de outubro de 2015
Foto: Assuero Lima
Na Paraíba, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, entre os cônjuges, sejam homens ou mulheres, existem 726,1 mil pessoas, sendo que 355,5 mil trabalham e são relativamente independentes; 28,3 mil estavam desempregados; e 342,3 mil não possuíam emprego e nem estavam procurando, ou seja, abriram mão disso para cuidar da casa, ficando dependentes dos chefes de família. Mas e se acontece algum contratempo? O grupo Aegon divulgou estudo com o tema “Trabalhadores do Lar não estão livres do problema: Como eles deveriam estar se preparando para a aposentadoria”.

A pesquisa mostra que, globalmente, menos da metade (48%) deles não estão confiantes na sua capacidade de ter um estilo de vida confortável na longevidade. 65% afirmam, também, que vão precisar contar com a renda do seu cônjuge ou companheiro/a na aposentadoria.

Entre as tarefas dos trabalhadores do lar (86% mulheres), está a de levar os filhos para escola e médico, cuidar da alimentação da família. As contribuições são tão grandiosas para a sociedade quanto as desempenhadas por pessoas com uma jornada de trabalho em empresa. A grande diferença é o grau de acesso a um planejamento financeiro eficiente para a aposentadoria.

O estudo conclui que os trabalhadores do lar estão em uma situação bem mais frágil em relação ao conforto financeiro, se comparados aos que estão no mercado de trabalho tradicional e pessoas que já se aposentaram. Isso é fruto de riscos sociais específicos aos quais estão mais expostos, como o grande nível dependência financeira do cônjuge, atingindo especialmente as mulheres.

Para Leandro Palmeira, superintendente da Mongeral Aegon e membro do núcleo da equipe de pesquisa no Brasil, os trabalhadores do lar, sejam homens ou mulheres, precisam ter um planejamento como qualquer outro grupo.

“Para os trabalhadores do lar é mais difícil ter recursos que possibilitem um planejamento, devido à natureza não remunerada das suas atividades. No entanto, não é algo impossível. Poupar é essencial, mesmo que seja um pouco, mensalmente, e desenvolver o hábito de pensar no longo prazo. Outro ponto importante é manter um diálogo aberto com os familiares para definir prioridades e as necessidades financeiras de cada membro da família, seja agora ou no futuro”, explica Leandro Palmeira.

Leia mais no jornal Correio da Paraíba

Relacionadas