terça, 24 de novembro de 2020

Economia
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Supermercados limitam compras por causa do desabastecimento na Paraíba

Celina Modesto / Érico Fabres / 25 de maio de 2018
Foto: Reprodução
Frutas, legumes e verduras duram até amanhã em todo o Estado. Essa é a estimativa da Associação de Supermercados da Paraíba (ASPB), que registra, desde ontem, estabelecimentos sem itens como batata, tomate, cebola, uva e manga. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) confirmou que a Paraíba está entre os treze estados já desabastecidos de produtos perecíveis. A preocupação agora é com o setor de frigorífico. Enquanto isso, supermercados limitam a compra de produtos por cliente, a exemplo da rede Carrefour.

De acordo com estimativa do superintendente da ASPB, Damião Evangelista, os supermercados estão trabalhando com o que ainda resta no estoque e o setor de hortifruti foi o primeiro a sofrer com a greve dos caminhoneiros porque o abastecimento é diário. “Associados que costumam fazer promoções de itens de hortifruti nos fins de semana já me afirmaram que suspenderam por enquanto por falta de produto”, comentou. A preocupação com relação ao setor frigorífico é no sentido de também ser produto perecível, embora com reposição de estoque em menor frequência do que as frutas, legumes e verduras.

“Alguns estabelecimentos compram carnes a cada dois dias. As redes maiores, a cada seis dias. Então, estamos trabalhando para ver como vão ser os próximos dias e em alguns supermercados já está faltando carne. Creio que produtos de açougue duram no máximo até segunda-feira nos supermercados da Paraíba”, frisou Evangelista.

Por meio de nota, a Abras informou que, em relação aos preços, está buscando sensibilizar o Governo Federal para que uma solução seja tomada imediatamente a fim de que a população não sofra com uma eventual elevação nos preços. Ainda, conforme a Abras, não há estimativas de perdas e prejuízos causados pela greve.

De acordo com a Abras, os supermercados possuem um estoque médio de produtos não perecíveis e, por enquanto, não identificou problemas relacionados a itens como arroz, feijão, entre outros.

“Por exemplo, os produtores de arroz em sua maioria estão em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os produtores de carne também estão na região Sul, a exemplo de Sadia e Perdigão. No caso dos hortifrutis, a maior produção de batata é em Minas Gerais e na Chapada. Esse escoamento da produção é mais demorado para cá do que para quem está no Sul e Sudeste. Temos alguns fornecedores próximos, mas a maior parte dos produtos vem de fora, por isso o Nordeste tende a sofrer mais com a reposição”, explicou Damião Evangelista.

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