sexta, 18 de setembro de 2020

Economia
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Startups recebem US$ 5 milhões para desenvolvimento de projetos

Renata Fabrício / 27 de outubro de 2016
Foto: Chico Martins
Uma parceria de U$$ 5 milhões entre a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), o Centro Coreano de Economia Criativa e Inovação (CCEI) e o grupo Samsung está apoiando e financiando produtos desenvolvidos por startups brasileiras.

Entre as oito empresas participantes da primeira fase, duas delas foram apoiadas pela Incubadora Tecnológica de Campina Grande (ITCG) - uma entre as 300 incubadoras que participou da seleção da primeira fase.

O programa começou ano passado e vai até 2019, com investimentos de U$$ 1 milhão por ano em produtos com tecnologias inovadoras.

Segundo a presidente da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTc), Francilene Procópio, o apoio da Samsung aos produtos desenvolvidos no Brasil vai além de apenas subsídio financeiro.

“O programa em si é muito atrativo para as empresas, do ponto de vista que a empresa passa a ter toda a assessoria de uma grande empresa, nos aspectos de tecnologia, de mercado e de gestão, e recebe R$ 250 mil para investir naquele produto que a Samsung selecionou”, afirmou.

Francilene Procópio disse ainda, que, em seis meses, “a empresa muda completamente sua rotina e se habilita a ir para o mercado global com aquela tecnologia que estava sendo acelerada drasticamente, para que se transforme em um grande sucesso com a bagagem de uma grande corporação”, explicou.

Na Ásia. A parceria é semelhante a um programa já existente na Coreia do Sul, onde a presidente Park Geun-hye incentivou a criação de unidades de economia criativa, semelhante às unidades incubadoras já existentes no Brasil.De acordo com ela, o governo monta o ambiente e cada centro é ancorado por uma multinacional coreana. “A LG, Hyundai e Samsung acabaram ancorando alguns desses centros. Então quando eu estava na presidência da Anprotec fui procurada pela Samsung e a ideia era fazer um programa de intercâmbio entre a experiência sul-coreana e brasileira, envolvendo um desses centros de economia criativa da cidade de Daegu”, revelou Francilene.

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