quinta, 03 de dezembro de 2020

Economia
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Setor imobiliário em recuperação no País

Ellyka Akemy / 10 de agosto de 2016
Foto: Divulgação
O mercado imobiliário brasileiro ainda se mostrou fraco no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três primeiros meses de 2016. No entanto, as expectativas sobre a evolução de preços dos imóveis estão menos negativas. Os dados são do Raio X - Perfil de Demanda de Imóveis, divulgados ontem pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe), em parceria com o Zap.

Desde o quarto trimestre de 2014, o percentual de entrevistados que tinha intenção de comprar um imóvel nos próximos três meses seguintes está abaixo de 50%. Nos dois trimestres deste ano, a taxa ficou estável em 44%.

O cenário também é negativo no que diz respeito à compra de imóveis para investimento.  Entre os que adquiriram algum imóvel nos últimos 12 meses, apenas quatro em cada dez realizaram a transação como investimento. Esse é o menor percentual já registrado em toda série histórica.

De acordo com a pesquisa, houve uma leve queda no percentual dos entrevistados que compraram imóvel para investir em aluguel, passou de 24% (primeiro tri) para 23% (segundo tri). A modalidade de investimento para revenda se manteve estável em 18%.

A boa notícia é de que os descontos seguem em alta em 2016 e, no segundo trimestre deste ano, atingiram o patamar de 9,4%: o maior percentual da série histórica. Desde o primeiro trimestre de 2015, as transações com desconto vêm crescendo.

Compra nos próximos meses

O indicador “Percepção sobre o Preço dos Imóveis” também apresentou um bom resultado no segundo trimestre de 2016, em relação ao primeiro trimestre anterior. Os entrevistados com pretensão de adquirir imóveis nos próximos três meses que classificaram os preços atuais como “altos ou muito altos” recuou de 73% (janeiro a março) para 70% (abril a junho).

Já os que compraram imóveis recentemente, pouco mais da metade (53%) qualificaram os preços como “altos ou muito altos”. No primeiro trimestre de 2016, a taxa foi de 57%, ou seja, houve um recuo de quatro pontos percentuais.

Quem comprou

Morar Sozinho                                          44%

Investir (Aluguel)                                     23%

Investir (Revenda)                                   18%

Morar com alguém                                     8%

Outra pessoa morar                                     7%

Pretendem comprar imóveis próximo 3 meses

Os preços estão altos                                     40%

Os preços estão muito altos                          31%

Os preços estão em um nível razoável        21%

Os preços estão baixos                                     4%

Não sei opinar                                                    3%

Os preços estão muito baixos                          1%

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