sexta, 22 de janeiro de 2021

Economia
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Segundo Banco Mundial, as pessoas menos engajadas têm mais propensão a pobreza

Érico Fabres com agência / 09 de março de 2018
Foto: Divulgação
Para o diretor do Banco Mundial no Brasil, Martin Raiser, a população menos engajada é mais vulnerável e têm mais dificuldade de achar emprego, correndo maior risco de cair na pobreza. A Paraíba, embora não faça parte do grupo onde o desengajamento econômico é maior, como nos vizinhos Pernambuco e Rio Grande do Norte, está no limite, na penúltima faixa. De acordo com o documento, 11 milhões de jovens entre 19 e 25 anos não trabalham nem estudam. Nenhuma unidade da Federação alcançou o engajamento máximo.

De acordo com o relatório “Competências e Empregos: Uma Agenda para a Juventude”, divulgado pelo Banco Mundial, um em cada dois jovens brasileiros com idade entre 19 e 25 anos corre sério risco de ficar fora do circuito dos bons empregos no País e, com isso, está mais vulnerável à pobreza.

O estudo aponta que não é somente o futuro dos jovens que está ameaçado, mas também o do Brasil, já que o País depende do trabalho deles para continuar produzindo.

Mais da metade da população jovem brasileira (52%), 25 milhões de pessoas, está desengajada da produtividade. Nesta conta, estão os 11 milhões dos chamados “nem-nem”, somados aqueles que estão estudando, mas com atraso em sua formação e também os que trabalham, mas estão na informalidade.

Produtividade continua baixa

O relatório do Banco Muncial propõe que os números do desengajamento sejam usados como motivação para que se tomem providências em matéria de política com muito cuidado, mais cedo e com mais contundência no intuito de manter os jovens engajados.

Os jovens brasileiros hoje concluem mais anos de escolaridade do que as gerações anteriores, especialmente da cauda da distribuição de renda; no entanto, a produtividade do trabalho no país continua baixa na comparação com a maioria dos países-membros da OCDE.

De acordo com o documento, a resposta provável para este “quebra-cabeças” de educação-crescimento seja motivado por três fatos: uma demanda por mão de obra fortemente distorcida e com um viés para procurar mão de obra não qualificada, a baixa qualidade do sistema educacional e percepções incorretas sobre o real retorno da educação. Os 52% (25 milhões de pessoas) que não contribuem para o crescimento da economia

 

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