sexta, 22 de fevereiro de 2019
Economia
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Retiradas de dinheiro por causa da crise pode provocar colapso no setor imobiliário

Érico Fabres / 12 de junho de 2016
Foto: Divulgação
Os financiamentos imobiliários, que já apresentaram uma queda no número de ofertas e um aumento na rigidez dos contratos em função da recessão, agora correm risco de entrar em colapso, ou seja, o sonho da casa própria correrá por conta própria, o que afetaria também a construção civil, um dos segmentos que mais emprega. Isso porque de 65% a 70% da verba disponível para eles advém da poupança, que vai mal das pernas. O investimento, antes considerado a mais seguro, completou o quinto mês consecutivo de retiradas. Mas o que está por trás dessa onda de saques?

De acordo com a Empiricus Research, maior consultoria financeira do Brasil, o rendimento baixo (de 0,66% ao mês, e 7,92% no ano, contra quase 10% da inflação) faz com que haja uma perda por parte da população na ordem de 2% ao menos.

De acordo com o economista Paulo Fernando Cavalcanti Filho, a nova realidade também é resultado da necessidade de verba para complementar renda nas classes mais baixas e para investir em negócios com mais lucratividade nas classes mais altas.

Em maio, as retiradas superaram os depósitos em R$ 6,5 bilhões, o pior desempenho já registrado para o mês. Os saques líquidos no ano totalizam R$ 38,8 bilhões, no pior acumulado de cinco primeiros meses da série histórica compilada pelo Banco Central (BC) desde 1995. A poupança, em maio, teve um resultado do mês só não foi ainda pior por causa de uma entrada de R$ 3,2 bilhões no último dia útil, pois até o dia 30, os saques somavam R$ 9,8 bilhões.

No ritmo atual, segundo a Empiricus, existe a possibilidade de os recursos para financiamento imobiliário se esgotarem no decorrer do ano.

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