sábado, 06 de março de 2021

Economia
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Rede terá um bilhão de conectados e será assunto no IGF

Celina Modesto / 08 de novembro de 2015
Foto: Rafael Passos
Dentre os assuntos que serão abordados durante esta semana, o especialista Percival Henriques destacou dois: o próximo bilhão de conectados e as boas práticas de governança multissetorial.

“Como será ter mais um bilhão de conectados? De onde eles virão? Da América Latina, África ou Caribe? Como suportar essa demanda? Muitos falam da necessidade de conectar e nada mais, mas eu me preocupo com a qualidade, no sentido de que quando uma nova pessoa se conecta, ela não seja apenas mais um cliente do Facebook ou do Google. Eu espero que seja uma pessoa que use a ferramenta da internet para ajudar a comunidade onde vive, progredir do ponto de vista pessoal, seja estudando num curso superior online ou abrindo um pequeno negócio, enfim, que a internet venha para ajudar o desenvolvimento”, frisou.

“Mas, se a internet chegar e não tiver fomento, articulação ou capacitação para o uso dela, além de políticas públicas para o empreendedorismo, então, não se está fazendo muita coisa”, disse.

Em relação ao segundo eixo temático, Henriques afirmou que é preciso discutir os limites de cada ente setorial. “Como é que o Governo não vai engolir a sociedade civil? No Brasil, temos um modelo que tem defeitos, mas que acaba sendo referência para o mundo. Nós temos setores da sociedade civil, do governo e da academia discutindo de igual para igual. Não vemos isso em outro lugar. A Itália, por exemplo, planeja fazer um marco civil igual ao nosso. Então, é importante discutir a participação igualitária entre os setores em relação à internet, mesmo que haja limites para cada um”, salientou.

A secretária executiva dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, Francilene Procópio, destacou a questão da confiança e da segurança na internet entre os temas abordados esta semana. “Isso é fundamental. Cada vez mais temos o avanço das tecnologias da informação e da comunicação, mas a desinformação do usuário típico é muito grande. Ele próprio contribui para cair em armadilhas digitais”.

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