sexta, 18 de outubro de 2019
Economia
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Reajuste dos preços nas distribuidoras é repassado ao consumidor

Bárbara Wanderley / 26 de abril de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Grande impulsionador da prévia da inflação de abril, o menor preço da gasolina em João Pessoa subiu R$ 0,50 em 40 dias, conforme aponta a última pesquisa de preços realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP).

A situação dos consumidores que, com a gasolina em alta, resolverem apelar para o etanol, também não conseguirão economizar muito. O produto registrou aumento de R$ 0,46 no menor preço, saindo de R$ 2,779, em março, para R$ 3,230 (Posto GF - Centro).

O levantamento, realizado na última quarta-feira, mostrou como a mais barata a gasolina vendida a R$ 4,199 o litro, no posto Millenium, em Água Fria. Na pesquisa anterior, realizada no dia 13 de março, a gasolina mais barata era vendida a R$ 3,699 o litro.

O maior preço da gasolina, que na pesquisa de março estava em R$ 4,399, hoje está sendo praticado a R$ 4,599 (Auto Posto - Mangabeira), uma elevação de R$ 0,20. Já o maior preço do etanol saiu de R$ 3,349 para R$ 3,599. Dos 103 estabelecimentos visitados, todos aumentaram o preço da gasolina e 99 aumentaram o preço do etanol.

De acordo com a secretária-adjunta do Procon-JP, Maristela Viana, os aumentos vêm ocorrendo ao longo dos últimos 40 dias e a secretaria está sempre fiscalizando possíveis abusos. Os consumidores podem fazer denúncias pelo telefone 0800 083 2015.

O preço do diesel S10 teve variação mais discreta, subindo R$ 0,15 em relação à pesquisa anterior, e passou de R$ 3,389 para R$ 3,452 (Extra Petróleo – Mangabeira). O maior preço, no entanto, registrou queda, caindo de R$ 3,991 para 3,699 (Vitória – Jaguaribe). Um posto baixou o preço do produto, 63 aumentaram e 23 mantiveram.

Todos os 12 postos que revendem o Gás Natural Veicular (GNV) na Capital mantiveram o preço do levantamento do dia 13 de março: o menor está em R$ 3,690 (Metrópole – Torre) e, o maior, em R$ 3,740 (Santa Júlia – Epitácio Pessoa).

Monopólio. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro) informou que a Petrobras, que detém o monopólio das refinarias brasileiras, vem praticando constantes elevações de preço. Os combustíveis então, chegam às distribuidoras mais caros para ser repassados aos postos. Isso, somado a alta carga tributária de quase 30% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), torna o combustível mais caro para o consumidor final.

Inflação volta a subir



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,72% em abril, mostrando aceleração em relação à taxa de 0,54% registrada em março. Esta é a maior variação para um mês de abril dos últimos quatro anos. Em abril de 2015, o índice foi de 1,07%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa também é a mais alta desde junho de 2018 (1,11%), quando o índice foi impactado pela greve dos caminhoneiros. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,91% e, em 12 meses, de 4,71%, resultado acima dos 4,18% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2018, a taxa foi de 0,21%.

De acordo com a pesquisa do IBGE, a alta se deu principalmente nos grupos de Transportes e Alimentação e Bebidas. O grupo dos Transportes, que havia apresentado alta de 0,59% em março, acelerou para 1,31%, principalmente por conta dos combustíveis que subiram 3% e, particularmente, da gasolina, que subiu 3,22% e que teve o maior impacto individual no índice do mês (0,14 p.p). O etanol subiu de 2,64% para 2,74% e o óleo diesel passou de 0,67% para 1,06%.

No grupo Alimentação e Bebidas (0,92%), a alimentação no domicílio variou 1,43%, após subir 1,91% em março. O destaque ficou com o tomate, que variou 27,84%. Também contribuíram as carnes (1,55%) e as frutas (3,36%). A cebola, que teve variação negativa em março (-0,34%), subiu 13,44% em abril, enquanto a batata-inglesa, cuja alta havia sido de 25,59% no mês anterior, desacelerou, variando 6,10%. Já o feijão-carioca caiu 2,38% no mês, frente à alta de 41,44% em março.

 

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