sábado, 21 de setembro de 2019
Economia
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Quase metade dos brasileiros fica ligada nos celulares o dia inteiro

Bárbara Wanderley / 16 de junho de 2019
Foto: Divulgação
Os brasileiros não conseguem largar o celular, sendo que 43% usam o aparelho desde o momento que acordam até a hora de dormir. Com isso, muitos estão abrindo mão de hábitos de consumo para aumentar gastos com smartphones e serviços de telefonia, segundo levantamento da consultoria Oliver Wyman que ouviu 1.021 consumidores no país.

O levantamento foi feito junto a oito mil consumidores de oito países: Brasil, Canadá, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, China e Inglaterra. No Brasil, do total entrevistado, 52% são mulheres e 48% homens, divididos em grupos de 18 a 24 anos (15%), 25 a 44 anos (48%); 45 a 54 (21%); e 55 a 65 anos (16%).

Entre os indivíduos com menos de 35 anos, 63% declararam estar dispostos a sacrificar um ou mais hábitos de consumo para garantir gastos com smartphones e contratos com operadoras. Já entre os indivíduos acima dessa faixa etária, o índice foi de 44%.

Segundo o levantamento, a maioria dos consumidores cortaria despesas com academia (52%), alimentação fora de casa (53%) e compra de roupas (52%) para gastar com celular e operadoras. Até mesmo as reservas para o futuro perderiam para as despesas com telefonia móvel, de acordo com 51% da amostra.

Sacrifícios

Quanto mais jovem, maior a disposição em sacrificar hábitos de consumo em favor do celular. Na faixa compreendida entre 18 e 24 anos, 71% dos jovens admitem abrir mão de comer fora de casa, 72% deixariam de comprar roupas, 67% deixariam de viajar e 69% sacrificariam reservas para o futuro para sustentar gastos com celulares.

Para 43% dos indivíduos ouvidos no Brasil pelo levantamento, o celular é parte indissociável de suas vidas e essas pessoas usam o aparelho do momento em que acordam até a hora em que vão dormir.

Para 49%, o aparelho é uma necessidade e é usado para chamadas de voz, mensagens e necessidades básicas do dia a dia, como checar notícias e as condições do clima. Apenas 8% da amostra descrevem o aparelho como uma mera ferramenta para chamadas e mensagens.

Outro recorte do estudo aponta que os serviços de telefonia passaram a ter prioridade no orçamento dos consumidores porque para 51% os smartphones são uma necessidade, 35% o consideram a “sua vida” e 14% dizem ser uma ferramenta essencial.

Além do orçamento, a pesquisa também procurou identificar prioridades do dia a dia dos consumidores. Para os brasileiros, passar o tempo com amigos e familiares é a maior preferência (49%), seguida por praticar esportes (11%) e viajar (12%). Estar conectado por meio de um celular é a quarta prioridade para o conjunto dos ouvidos no levantamento (9%).

Para 73% dos brasileiros ouvidos pelo levantamento, a qualidade dos serviços é o item mais importante em uma empresa de telecomunicações. O custo do serviço vem em segundo lugar (14%), seguido por oferta de dispositivos (7%), oferta de aplicativos (5%) e oferta de conteúdo (2%).

Em relação aos modelos de contratos, segundo o levantamento, 50% têm preferência por pacotes de serviços, os chamados combos. Para 33% é importante comprar todos os serviços de um único fornecedor e 18% dizem estar dispostos a pagar um pouco mais pela conveniência de um pacote.

3,8 milhões de linhas na PB

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Paraíba possui 3,946 milhões de linhas de telefonia celular. A população do estado, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 3,996 milhões de habitantes.

Clientes mais conectados



A pesquisa Global Digital Banking Consumer, realizada pela Deloitte, revelou como os consumidores estão encarando a aceleração da transformação digital no setor bancário e quais são as lacunas que os bancos necessitam preencher para atender às expectativas, cada vez mais altas.

Para muitas instituições financeiras, os canais online e aplicativos se tornaram tão importantes ou mais do que agências e caixas eletrônicos. De olho nisso, bancos já estão investindo em tecnologias digitais para alcançar a satisfação de seus clientes. “Os brasileiros se destacam como usuários ávidos dos smartphones também para os serviços bancários. O mobile se tornou o meio preferido dos clientes que usam os canais digitais para transações financeiras comuns, como pagamentos e transferências. Isso se dá pela personalização do serviço e usabilidade que o canal proporciona. Na realidade, os consumidores irão cada vez mais adotar o canal mobile como meio principal de interação com seus bancos”, disse Sérgio Biagini, sócio-líder de serviços financeiros da Deloitte.

Brasil

Os consumidores, apesar de satisfeitos com os serviços bancários online, ainda não veem estas instituições de forma tão positiva quanto veem suas marcas preferidas. Em comparação com os consumidores globais, os brasileiros não possuem satisfação e lealdade tão altas: no mundo, 63% dizem-se completamente satisfeitos com seus bancos, enquanto que no país, esse número é de 53%.

Ao serem questionados se recomendariam suas instituições para outros, apenas 65% responderam positivamente, percentual pouco acima da média global (62%). A diferença de percepção entre a marca favorita e o banco principal se destaca quando 82% dos entrevistados brasileiros se impressionam com a qualidade dos produtos e serviços das marcas contra 48% de seus bancos.

No Brasil, os canais digitais são usados, principalmente, para serviços básicos como transações e extratos e status da conta.

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