quarta, 20 de janeiro de 2021

Economia
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Professores fazem paralisação por dois dias para reivindicar implantação do PCCR

Edson Verber / 01 de junho de 2016
Foto: Arquivo




Os mais de 10 mil professores da rede pública estadual de ensino param suas atividades amanhã e depois cumprindo determinação de Assembléia Geral realizada em 27 de maio último. O objetivo é levar o Governo do Estado a colocar em vigência imediata o PCCR (Plano de Cargos Carreira e Remuneração) da categoria, revisado, recentemente, por comissão especial constituída pela Secretaria de Educação. Com isso 250 mil alunos ficam sem aulas nas 14 regionais de ensino da Paraíba.

O presidente da APLP (Associação dos Professores de Licenciatura Plena do Estado da Paraíba), Bartolomeu Pontes disse que “a categoria, soberanamente, decidiu pela paralisação porque é preciso cobrar, veementemente, do Governo do Estado o envio à Assembléia Legislativa do Projeto de revisão da lei do nosso PCCR, para sua imediata vigência. Entendemos que só com uma carreira definida, decente e digna poderemos avançar na valorização do Magistério Estadual”.

É bom lembrar, concluiu, que os licenciados e demais classes – mais de 10 mil - não obtiveram nenhum reajuste salarial, o fato que causa indignação, pois receberam, no contra cheque de abril, as mesmas remunerações pagas no mês de outubro de 2015 que, no caso dos licenciados é de R$ 1.665 para quem está no início da carreira e R$ 2.164 para quem está com 30 anos em sala de aula e prestes a se aposentar.

2º semestre sem aulas?

Segundo Bartolomeu Pontes, em face da não aplicação do PCCR a diferença de salários de um professor iniciante e um com Doutorado, com mais de 30 anos de serviço é de, apenas, R$ 800. Fato preocupante, pois desestimula pretendentes à carreira.

Já Fernando Lira, secretário geral da APLP, caso persista a situação atual – defasagem salarial de 16,19% acumulada desde 2015 – as perspectivas são de que as aulas não se reiniciem no segundo semestre. Essa definição ocorrerá em outra assembléia geral após o recesso junino.



               


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