quinta, 19 de outubro de 2017
Economia
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Pressa é inimiga das compras de última hora

Redação com assessoria / 24 de março de 2016
Foto: Arquivo
A Páscoa já está chegando e muito gente ainda não teve tempo de comprar os produtos para preparar os pratos especiais e celebrar com a família. A pressa das compras de última hora são um perigo para o consumir desatento, que não percebe os problemas nos alimentos. Um dos alertas da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) é que o paraibano não compre produtos de origem animal que não tiverem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura ou do serviço de inspeção estadual ou municipal.

O peixe - produto mais consumido no período - exige cuidado redobrado na hora da compra. E os cuidados vão desde a questão da qualidade até a forma como ele deverá ser manipulado. "Durante o transporte, não se deve colocar os produtos de origem animal em locais quentes, como, por exemplo, próximos ao motor do carro ou expostos ao sol. Em casa, por serem perecíveis, tais alimentos devem ser guardados na geladeira ou no freezer o mais rápido possível, a uma temperatura próxima a 0ºC", explicou a diretora-geral da Agevisa, Glaciane Mendes.

A inobservância às boas práticas de manipulação e conservação do pescado, segundo Glaciane Mendes, pode causar sérios danos à saúde das pessoas, como, por exemplo, problemas do trato gastrointestinal (cólicas abdominais e vômito) e úlceras (com possibilidade de perfuração da cavidade peritoneal), provocados por parasitas, substâncias tóxicas e microrganismos prejudiciais à saúde que entram em contato com os alimentos, incluindo o pescado e seus produtos, durante a manipulação e o preparo.

Peixes mercado

“Esse processo de contágio é conhecido como contaminação, que além de microbiológica (bactérias, fungos, vírus e parasitas), pode ser física (cabelo, prego, pedra) ou química (produtos de limpeza, tinta), sendo o nosso principal foco a contaminação microbiológica, porque daí podem surgir as principais doenças transmitidas pelos alimentos”, explicou a diretora da Agevisa/PB.

Responsabilidade – Segundo a diretora da Agevisa, garantir a qualidade dos produtos é um dever e responsabilidade de todo profissional que atua na cadeia produtiva de alimentos. Para isso, devem ser observados os princípios das Boas Práticas de Fabricação e Manipulação de Alimentos, especialmente no trato com alimentos mais perecíveis como o pescado.

“Estes procedimentos devem ser adotados a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária e a conformidade dos alimentos com a legislação sanitária, e incluem a higienização de instalações, equipamentos e utensílios, o manejo de resíduos, a saúde dos manipuladores, o controle integrado de pragas, entre outros”, observou. Ela ressaltou o empenho da Agevisa (como órgão estratégico do Governo do Estado na missão de prevenir os riscos à saúde das pessoas) no sentido de orientar, de forma educativa, os integrantes e operadores da cadeia produtiva do pescado, em especial o manipulador do varejo, sobre os procedimentos técnicos e higiênico-sanitários mínimos necessários para a manutenção da qualidade do produto.

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