sábado, 23 de janeiro de 2021

Economia
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Preço dos combustíveis cai só nas refinarias

Érico Fabres com agência / 27 de janeiro de 2017
Foto: Arquivo
O Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) decidiu reduzir o preço do diesel nas refinarias em 5,1%, em média, e da gasolina em 1,4%, seguindo a nova política da Petrobras, anunciada em outubro de 2016. Desde então, apenas os aumentos foram repassados ao consumidor. Sob pressão, alguns postos de combustíveis já reduziram o valor da gasolina nas bombas, porém não no percentual anunciado para as distribuidoras: de R$ 3,47 para R$ 3,45 o litro mais barato na capital paraibana.

Os novos valores começam a ser aplicados nesta sexta-feira (27). Na gasolina, a redução de R$ 0,02 no preço foi de 0,57%, menos na metade do que foi anunciado pela Petrobras para as distribuidoras. Com isso, uma pessoa que abastece 40 litros para encher o tanque, por vez, economiza R$ 0,80 no total, quando deveria deixar de gastar R$ 2 se fossem aplicados os 1,4%.

A decisão da redução dos valores é explicada principalmente pelo efeito da valorização do real desde a última revisão de preços e por ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno e pela redução dos preços dos derivados nos mercados internacionais, especialmente do diesel, que registrou uma elevação de estoques em função de um inverno menos rigoroso que o inicialmente previsto no hemisfério norte.

Liberdade de Preços

A Petrobras informa que, como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. “Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores”, diz nota.

A empresa afirma que o ajuste feito ontem, se for repassado integralmente, contando com acréscimo de frete e outras despesas, pode reduzir o diesel pode em 2,6% ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 0,4% ou R$ 0,02 por litro, em média.

A empresa afirmou que irá continuar com a política de revisão de preços pelos menos uma vez a cada 30 dias, o que lhe dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis com alta volatilidade.

 

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