domingo, 09 de maio de 2021

Economia
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Preço da gasolina pode voltar a subir nas bombas

Arthur Araújo / 30 de agosto de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
A Petrobras anunciou que, a partir de hoje vai cobrar R$ 2,10 pelo litro de gasolina vendido às distribuidoras. O valor é o maior desde julho do ano passado, quando a refinaria passou a adotar uma política de preços baseada na cotação internacional do produto, na qual incide diretamente o preço do dólar. O setor de postos afirma que o preço do combustível nas bombas pode aumentar a depender do comportamento das distribuidoras.

O preço praticado pela Petrobras teve um período de queda neste mês de agosto, chegando a R$ 1,90 no dia 10. Desde lá, no entanto, a curva é crescente, fazendo com que a gasolina feche o mês R$ 0,14 mais cara que no dia primeiro. O valor do diesel, por outro lado, continua congelado desde que o Governo decidiu acatar as reivindicações dos caminhoneiros para finalizar a greve da categoria.

Até agora, representantes dos postos de combustíveis não garantiram um aumento real do preço nas bombas. Isso, no entanto, deve acontecer caso as distribuidoras aumentem o valor de revenda.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), as distribuidoras costumam definir o preço nos finais de semana, aplicando para a semana seguinte um valor correspondente à variação promovida pela Petrobras.

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis no interior da Paraíba, Bruno Agra, afirma que os postos da região não vão poder segurar uma sucessão de aumentos.

Os preços divulgados diariamente pela Petrobras são referentes ao combustível tipo A, ou seja, sem adição de biocombustíveis. Na bomba, o consumidor compra gasolina com aditivo de etanol e diesel com adição de biodiesel.

A definição dos valores leva em conta as cotações internacionais dos produtos e os custos de importação. A empresa alega que a política é necessária pelo fato de o mercado brasileiro estar aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos.

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