domingo, 09 de maio de 2021

Economia
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Preço da gasolina deve cair 6,2% e CNI quer reduzir burocracia

Arthur Araújo / 31 de outubro de 2018
Foto: Reprodução
A Petrobrás continua baixando o preço do litro da gasolina que é vendida às distribuidoras. A partir desta quarta-feira (31), o combustível passará a valer R$ 1,86 menos, o que significa uma redução de 6,2% com relação ao que vinha sendo praticado no mercado. Essa é a nona redução consecutiva aplicada pela Petrobras desde o dia 22 de setembro, quando o litro era vendido por R$ 2,25. De lá para cá, o acumulado é de queda de 36,65%.

A política adotada há mais de um ano pela Petrobras, que determina os preços a partir da cotação do dólar e do câmbio internacional, levou o valor do combustível às alturas, beirando os R$ 5 em diversos estados do Brasil. O momento de baixa no preço da moeda americana, no entanto, tem possibilitado o efeito reverso.

O preço em questão é aquele praticado na venda da refinaria para as distribuidoras. Para que a redução chegue até a bomba, beneficiando os consumidores, é preciso que haja uma redução também no preço da revenda, ou seja, no valor aplicado pelas distribuidoras aos postos de combustível.

CNI quer reduzir burocracia

O empresário Robson Braga de Andrade tomou posse nessa terça-feira (30) para novo mandato na Presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Junto aos demais integrantes da chapa eleita, ele foi empossado durante reunião de Diretoria realizada na sede da CNI, em Brasília. Andrade foi reeleito por unanimidade pelo Conselho de Representantes da entidade, em maio, composto por delegados de federações das indústrias dos estados e do Distrito Federal, para comandar a CNI no período de 2018 a 2022.

Durante a votação, o presidente da CNI ressaltou que tratará com prioridade, durante o novo mandato, temas estruturais para o país, como a reforma da Previdência Social e a redução da burocracia. Ele mencionou, na ocasião, as propostas do Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022, e destacou que o próximo governo precisará adotar medidas reestruturantes para o país voltar a crescer e a gerar empresas.

Nos últimos quatro anos, Robson Andrade conduziu a CNI em uma atuação destacada pela agenda de reformas estruturais, imprescindíveis para o Brasil superar gargalos históricos e retomar o caminho da competitividade. Entre as medidas em que a entidade teve participação relevante estão às aprovações da lei da terceirização e da modernização das leis do trabalho, ambas em 2017.

Sob o comando de Andrade, a CNI também encampou junto ao governo e ao Congresso Nacional mudanças decisivas na área de infraestrutura, como nas concessões e privatizações de ativos nos setores de transporte e energia. Apoiou ainda a alteração legislativa que retirou a obrigatoriedade da Petrobras de ser operadora única dos campos de petróleo e gás do pré-sal, medida destravou investimentos internacionais nos setor.

Chapa

A chapa eleita é composta por cinco vice-presidentes executivos, representando cada uma das regiões do país. São eles o presidente das Federações das Indústrias de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf; do Amazonas (FIEAM), Antonio Carlos da Silva; da Paraíba (FIEP), Francisco de Assis Gadelha; o membro do Conselho de Representantes da CNI, na qualidade de delegado da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Paulo Afonso Ferreira; e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte. (Veja abaixo a lista completa da composição da Diretoria e do Conselho Fiscal eleitos), e o empresário da Paraíba, Roberto Cavalcanti Ribeiro, como um dos diretores.

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