quarta, 18 de setembro de 2019
Economia
Compartilhar:

Postos fecham aos domingos para reduzir custos operacionais

Redação / 07 de maio de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Muitos consumidores relatam, no domingo passado, que a maioria dos postos de combustíveis com as portas fechadas, em João Pessoa. Ontem, o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis da Paraíba, Omar Hamad Filho, confirmou que os empresários decidiram não abrir no domingo para reduzir custos operacionais.

Segundo ele, os custos diários de um posto de combustível giram em torno de R$ 2,5 mil. No mês, com todos os dias funcionando, os gastos podem superar até 75 mil, dependendo da localização do equipamento.

A decisão de fechar os postos aos domingos é mais um reflexo da crise a qual vem passando o segmento na Paraíba, atestou Omar Hamad. A alta dos preços dos combustíveis comprados nas refinarias e repassados para os consumidores em uma escala menor, tem reduzido a margem de lucro dos empresários, tem apontado o empresário.

Atualmente, o litro da gasolina - produto mais vendidso nos postos - custa em média R$ 4,50. Esse valor, segundo o presidente do SindPetro, não cobre os custos de operação dos postos, com reflexo negativo ainda maior para os postos de pequeno porte.

A queda da margem de lucro, revelou o empresário, começa a provocar demissões. Muitos postos já reduziram o quadro de funcionários, o que faz cair a qualidade do atendimento. “Não se tem outra saída”, lamentou.

Diesel

A Petrobras anunciou na última sexta-feira aumento médio de 2,5% no preço do diesel vendido em suas refinarias. O reajuste no preço do diesel ocorre 15 dias após a última alta, de 4,8%, respeitando o prazo mínimo definido pela política de preços da estatal.

No sábado, o diesel estava sendo vendido pelas refinarias da empresa, em média, a R$ 2,3047, por litro, alta de R$ 0,0577 com relação ao valor vigente até esta sexta. Não houve alteração no preço da gasolina.

Foi o segundo aumento no preço do diesel desde que a empresa suspendeu elevação de 5,7%, anunciada no dia 11 de abril, em razão de riscos de nova paralisação dos caminhoneiros. O recuo se deu após telefone do presidente Jair Bolsonaro ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

A suspensão do reajuste levantou temores sobre intervenção do governo na gestão da Petrobras, derrubando o valor das ações da empresa.

Relacionadas