sábado, 28 de novembro de 2020

Economia
Compartilhar:

Posto no aeroporto trava voos em Campina Grande

Fábio Cardoso e Giovannia Brito / 05 de março de 2016
Foto: Antônio Ronaldo
A prefeitura de Campina Grande, por meio da Procuradoria do Município, está coletando documentos para encaminhar à Secretaria de Aviação Civil (SAC) e Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) pedindo informações para a possível substituição da empresa de combustível no Aeroporto João Suassuna. Por não ter bandeira, a empresa não atende uma cláusula que proíbe as companhias aéreas de abastecer as aeronaves no equipamento.

Esse impedimento, segundo Catharine Brasil, coordenadora de Turismo de Campina Grande, está provocando prejuízo para a economia da cidade, tendo em vista a redução do número de passageiros transportados pela Gol Linhas Inteligentes para o aeroporto.

Segundo a coordenadora, o novo voo da Gol que será operado a partir do dia 27 de março virá de Guarulhos (SP) com 17 assentos vazios - o avião tem capacidade para 170 passageiros - e com 5 mil quilos de combustível, pelo fato da empresa não reabastecer o avião em posto que não tenha bandeiras. Esse voo seguirá para Petrolina (PE) - onde há o abastecimento -, retornando para Guarulhos.

De acordo com Catharine Brasil, no caso das grandes companhias aéreas como a Gol e a Azul, que também irá retornar a operar no João Suassuna, além de não utilizar o serviço do posto de combustível, reduzem a capacidade das aeronaves e apontam que esse impedimento dificulta projetos de ampliação da malha aérea no equipamento. Para piorar, segundo ela, o posto oferece apenas querosene para pequenas aeronaves.

Para buscar uma forma de resolver esse impasse, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, acompanhado do procurador Fábio Mariz e de Catharine Brasil, se reuniu com o superintendente da Infraero ao aeroporto, Roberto Germano, no começo da semana, para discutir uma linha de ação.

Busca de parceria

O superintendente da Infraero no aeroporto de Campina Grande, Roberto Germano, informou que quando a empresa que fornece combustível se instalou no João Suassuna - por meio de uma licitação -, não tinha a exigência de ter uma bandeira. “Eles ganharam a licitação há pouco mais de um ano e na época não era necessário ter esse convênio. Pouco tempo depois, foi baixada essa norma”, explicou.

Ele disse, no entanto, que o empresário detentor do posto de combustível, está firmando um convênio com uma empresa para se regularizar. “Nós já estávamos conversando com ele há um bom tempo, mas agora a pressão das empresas de linhas aéreas aumentou, a Prefeitura também está em cima e ontem, nós tivemos uma reunião, e o empresário nos informou que até a próxima segunda-feira, deverá fechar um contrato para ter uma bandeira. Esse problema está sendo solucionado”, revelou.

Para Catharine Brasil, é fundamental que essa pendência seja resolvida, porque existe uma ação junto às companhias aéreas para que o número de voos para Campina Grande seja ampliado. A realização do Maior São João do Mundo, em junho, é um forte elemento de atração de turistas, que poderiam desembarcar na cidade, sem ter que ir a João Pessoa.

Relacionadas