quarta, 26 de junho de 2019
Economia
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Pesquise e fuja do aumento no preço dos remédios

Redação com assessoria / 01 de abril de 2017
Foto: Divulgação
O valor dos medicamentos no Brasil terá um aumento de até 4,76% e, de acordo com pesquisa do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (IFEPEC), o impacto dos preços para os consumidores na hora de comprar esses produtos será muito grande. Entretanto, existem alternativas para os consumidores de medicamentos com o objetivo de tentar amenizar esse reajuste.

A pesquisa do IFEPEC teve como objetivo apurar as características de compras de medicamentos dos brasileiros, o tipo de medicamento adquirido, o percentual de consumidores que portavam receituário e o índice de troca de medicamento, bem como os motivos que levaram a essa troca.

Segundo o levantamento, dos entrevistados que foram às farmácias, 72% adquiriram os medicamentos, contudo, apenas 24% compraram exatamente o que foram comprar, 31% modificaram parte da compra e 45% trocaram os medicamentos por vontade própria ou por indicação dos farmacêuticos.“Esse fato demonstra a existência de uma característica muito comum dos brasileiros, que é não ser fiel à marca que foi procurar em uma farmácia, ouvindo a indicação dos farmacêuticos. O principal fator de troca é o preço, demonstrando que as pessoas estão mais preocupadas com o bolso”, explica o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.

Tal afirmação se baseia no fato de que a pesquisa constatou que 97% dos entrevistados que trocaram de medicamentos compraram uma opção de menor preço.

Alternativas para amenizar o reajuste

Segundo o Cliquefarma (www.cliquefarma.com.br), comparador de preços on-line do segmento, esse aumento não deve ser igual para todo produto ou rede, além de demorar até três meses para ser repassado ao consumidor.

“O reajuste é referente ao preço máximo que pode ser cobrado do consumidor (PMC), mas esse é um valor que as farmácias quase nunca praticam”, explica o sócio-fundador do Cliquefarma, Ângelo Alves. “Com a crise, as drogarias concedem descontos para manterem-se competitivas, buscando a movimentação dos estoques”.

Segundo Ângelo, o que costuma se seguir ao reajuste é, muitas vezes, diminuir ou deixar de haver um desconto – e, por isso, os valores nunca chegam ao máximo. Em 2016, por exemplo, o PMC do creme para o tratamento de manchas na pele Vitanol A foi fixado em R$ 38,10. Quase um ano depois, em março de 2017, o produto ainda tinha custo médio menor, de R$ 32,76 por conta dos descontos, de acordo com dados do Cliquefarma.

No caso do fungicida Gyno-canesten (1% creme 35g), da Bayer, a diferença de preço era ainda maior: com PMC fixado em R$ 58,83 desde 2016, seu valor médio até o mesmo mês deste ano era de R$ 49,07, ou seja, quase R$ 10 a menos. “Diferentes redes praticam diferentes aumentos para diferentes medicamentos”, explica Ângelo.

Como economizar

É importante pesquisar na internet antes de comprar. Foi isso que a consumidora Marjorie Borges passou a fazer quando seu pai, de 74 anos, desenvolveu um problema cardíaco crônico. Ao precisar adquirir mensalmente o medicamento Xarelto (20 mg), ela partiu em busca de ferramentas de comparação de preços on-line e descobriu o Cliquefarma.

“O Xarelto custa em torno de R$ 280, mas comparando entre farmácias já cheguei a achar por R$ 190, quase 30% mais barato”, conta. O Cliquefarma compara preços de medicamentos avulsos ou de cestas em mais de 40 farmácias on-line que entregam em todo o Brasil.

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