domingo, 13 de junho de 2021

Economia
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Período de Carnaval turbina preços de hotéis visando turistas

Érico Fabres / 17 de janeiro de 2018
Foto: Reprodução
Com o Carnaval chegando, turistas e estabelecimentos de hospedagem começam a se alvoroçar para conseguir ou alugar seu espaço no feriado (feriadão para muitos). Com hotéis indicando lotação praticamente esgotada, o Airbnb surge como alternativa, mas nem mesmo o aplicativo oferece preços tão acessíveis assim para os cinco dias. Na Capital, de sexta-feira até a Quarta-feira de Cinzas custa cerca de R$ 5 mil a hospedagem na orla de João Pessoa, enquanto em Carapibus, na Costa do Conde, é possível achar uma casa por R$ 3 mil.

Antigamente, a pessoa que queria alugar um apartamento para veraneio ou passar alguns dias praticamente dava um tiro no escuro, pois tinha que ir a imobiliárias ou conseguia algum lugar através de anúncios nos jornais. Mas não havia garantia nenhuma, por isso, o hotel era bem mais procurado, para se ter uma estadia garantia.

O tempo e a crise econômica mudaram esse panorama. A internet trouxe ferramentas para que os proprietários pudessem divulgar seus imóveis e mostrá-lo através de fotos, ainda que nem sempre elas fossem fidedignas. O Airbnb revolucionou tudo isso, já que agora os locatários são avaliados, bem como seu imóvel. Hoje os dois concorrem, porém as vantagens ainda são discutidas.

São vários os critérios que pesam para que os viajantes façam a escolha da hospedagem certa. Se a viagem é a trabalho ou para se aventurar. Sozinho, a dois ou em grupo. Se é para se isolar ou se integrar e interagir com mais pessoas, assim a pessoa escolhe locar um quarto só ou o dormitório todo. Se a pessoa quer descansar, na maioria das vezes opta por um hotel, onde não precisa fazer comida, arrumar a cama ou se preocupar se o local está limpo ou não.

O preço, quase sempre, compensa, mas Airbnb, já que os hotéis, principalmente nesta época de veraneio, aumentam o valor de suas diárias, para compensar os períodos onde não existe muita movimentação. Raramente se encontra um hotel ou pousada com diárias por menos de R$ 150. Já no aplicativo, os valores são diversos, dependendo do local da residência, do tamanho do imóvel, se a pessoa quer apenas um quarto.

"Concorrência desleal"

Para Graco Parente, presidente do Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação de João Pessoa (SEHA-JP), o Airbnb é uma concorrência desleal, já que não paga imposto. “Além disto, já foram registrados casos de anfitriões que colocavam câmeras no interior do apartamento, não cumpriam com ofertado, existe possibilidade de um roubo, o que não existe em um hotel, se algo não estiver de acordo, recorre ao Código de Defesa do Consumidor”, afirmou.

Por outro lado, Graco Parente admitiu que não há como negar que o aplicativo deu celeridade ao processo de locação de imóveis. “Além de ser uma opção a mais para turistas, mas traz muito risco. Sou a favor da livre inicia

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