terça, 25 de junho de 2019
Economia
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Peixe está até 26% mais caro em João Pessoa

Edson Verber / 18 de abril de 2019
Foto: Assuero Lima
Preços maiores e estoques menores. Os consumidores que não abrem mão de comer peixe na Semana Santa podem se assustar com o preço do produto no Mercado de Peixes de Tambaú, um dos pontos mais tradicionais de venda de João Pessoa. De acordo com os comerciantes, este ano, houve um reajuste no preço que varia entre 16% e 26%, conforme o peixe, resultado do estoque menor do produto. O movimento no local é considerado ainda pequeno, mas a expectativa é de que a partir de hoje comece aumentar.

Segundo os irmãos gêmeos Carlos e José do Nascimento, que comercializam o produto no Mercado Central de João Pessoa há 36 anos, a quantidade de peixe está reduzida esse ano. “Diminuiu porque as vendas vêm caindo nos últimos anos em razão da crise econômica e o desemprego”, apontaram. No ano passado, afirmam, os dois compraram cerca de dois mil quilos de peixe para vender durante a Semana Santa. Em 2019, no máximo, poderão chegar a comprar mil quilos.

Com menos oferta, maior o preço. Carlos e José admitiram que tiveram que repassar para os consumidores, também, o aumento de preços dos fornecedores. “A gente não tem como segurar porque já lucra pouco. Só tem um jeito de baixar é se chegar muito peixe até sexta-feira, o que acho difícil”, afirmou Carlos. Eles não disseram informar de quanto foi o aumento dos fornecedores e nem fizeram estimativa de quanto reajustaram os preços.

O diretor da Associação dos Comerciantes de Produtos e Derivados da Pesca de João Pessoa, Augustinho dos Santos, que trabalha no Mercado de Peixe de Tambaú, também admitiu que o produto sofreu reajuste de preço.

"Sempre tem um aumentozinho, porque a procura aumenta mais do que se tem pra vender. Mas a gente só aumenta se o fornecedor aumentar. Está faltando a maioria dos peixes, que deve chegar daqui pra amanhã. A gente recebe 60% do pescado daqui mesmo do nosso litoral e os 40% vem do Rio Grande do Norte, Ceará e Pará." - Augustinho dos Santos, presidente da associação

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