segunda, 12 de abril de 2021

Economia
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Paraibano se arrisca na pirataria para economizar

Érico Fabres / 20 de fevereiro de 2017
As perdas do Brasil com crimes como sonegação, pirataria e contrabando chegaram a R$ 115,6 bilhões em 2015, de acordo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade. A crise econômica fez com que o mercado informal crescesse ainda mais, principalmente no âmbito da cultura, que ficou muito caro para a população. No cinema, para se assistir um filme, em dia de promoção, o ingresso custa R$ 8, podendo chegar a mais de R$ 20 nos finais de semana. Nos camelôs, um DVD custa R$ 2, podendo ser adquiridos três por R$ 5. Ainda que configure crime a comercialização e também a compra, muitos têm arriscado.

Das nove obras que concorrem ao maior prêmio do cinema mundial na categoria melhor filme, apenas dois não são encontrados nas bancas de ambulantes. Melhor diretor já estão todos disponíveis. Melhor atriz só um não tem e melhor ator dois de cinco indicados em cada categoria. No total, apenas 13 obras que concorrem ao Oscar não são encontradas no mercado informal. Outras 25 estão disponíveis e custariam, todas, R$ 42. Mais barato que o ingresso mais caro encontrado em João Pessoa, em sala Vip: R$ 49.

Para se assistir aos mesmos 25 filmes no cinema mais barato (R$ 8 promocional de segunda a quinta-feira, sem contar meia-entrada), uma pessoa gastaria R$ 200. Apesar de ser considerado crime a cópia de filmes para comercialização, até mesmo em centros comerciais populares construídos pelo município eles são encontrados, como no caso do Terceirão.

Em 2013, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou uma pesquisa mostrando que os gastos com cultura eram o quarto maior das famílias brasileiras, atrás apenas de habitação, alimentação e transporte e acima de assistência à saúde, vestuário e educação. O gasto médio em cultura foi de R$ 184,57 por família, o que equivale a 8,6% do gasto médio familiar de R$ 2.134 mensais, porém incluía o item telefonia junto (se for excluído, o gasto das famílias com cultura cai para sexto lugar, atrás de assistência à saúde e vestuário, mas ainda acima de educação).

 

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