terça, 19 de janeiro de 2021

Economia
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Reajuste no gás: Paraibano começa a encarar mais um aumento e salário não cobre despesas

Rammom Monte e Érico Fabres / 21 de março de 2017
A Petrobras anunciou que a partir desta terça-feira (21) o preço do botijão de gás irá ter um aumento de 9,8%, em média. O ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado aos preços ao consumidor, a companhia estima que o GLP P-13 pode subir 3,1% ou cerca de R$ 1,76 por botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos. Este é apenas mais um dos inúmeros reajustes em produtos em 2017. Já registraram aumento de preços o pão, o feijão, banana, combustíveis, passagens, conta de água, entre outros. Mas e como fica o bolso do consumidor?

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Segundo a economista Zélia Almeida, um aumento vai cobrindo o outro. E no fim das contas, o consumidor não tem um ganho real. “Um vai cobrindo o outro. Os aumentos de preço são para cobrir o custo de aumento de salário. A gente vive nesta roda, até que se detenha o processo inflacionário. A inflação o pessoal acha que está controlada, mas ainda não está, porque está perseguindo o salário. Há a impressão que está tendo algum ganho, mas não está tendo”, explicou.

Ainda de acordo com a economista, é necessário que haja uma estabilidade no país para que as coisas comecem a melhorar. “Está tudo muito confuso. A gente precisa de uma estabilidade, mas não depende só do mercado. Está na estrutura de organização de economia do Brasil. Mas não organização. Nem do ponto de vista monetário, nem da organização real da produção”, finalizou.

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