segunda, 23 de outubro de 2017
Economia
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Paraíba perde 6,6 mil vagas de emprego e comércio já dispensou 3 mil

Érico Fabres/Ellyka Akemy / 23 de março de 2016
Foto: Divulgação
Somente Alagoas, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram um saldo entre admissões e demissões maior no Brasil em fevereiro. O Estado registrou 8,7 mil admissões e 15,3 mil desligamentos, uma diferença de -6,6 mil pessoas a menos no mercado de trabalho (queda de 1,61% em relação a janeiro). Já os números nacionais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho mostraram o fechamento de 104.582 postos de trabalho com carteira assinada no mês passado (diferença entre demissões e contratações), e é o maior para fevereiro desde 1992, quando começou a pesquisa. Apenas nos últimos 12 meses, o país eliminou 1.706.985 postos de trabalho, o que equivale à diminuição de 4,14% no contingente de empregados com carteira assinada no país.

Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram em fevereiro, com destaque para comércio (-55.520 vagas), indústria de transformação (-26.187 vagas) e construção civil (-17.152 vagas). O único setor a registrar mais contratações que dispensas foi a administração pública, que criou 8.583 postos de trabalho no mês passado. Com o resultado de fevereiro, o país acumula o fechamento de 204.912 vagas formais de trabalho em 2016 na série ajustada, que leva em conta declarações de janeiro entregues fora do prazo.

Nordeste registra maior número de fechamentos

Por regiões, o Nordeste liderou o fechamento de postos de trabalho no mês passado, com a extinção de 58.349 vagas. Em seguida vem Sudeste (-51.871) e Norte (-7.834). No entanto, o Sul criou 8.813 vagas; e o Centro-Oeste, 4.659 vagas em fevereiro.

Os estados que mais fecharam postos de trabalho em fevereiro foram Rio, São Paulo e Pernambuc. Apenas seis estados contrataram mais: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

Comércio já dispensou três mil

A Federação do Comércio de Bens e Serviços da Paraíba estima que a crise econômica contribuiu para o fechamento de, pelo menos, três mil lojas e empresas de serviços na Paraíba. Segundo o presidente, Marconi Medeiros, o quadro é o pior dos últimos dez anos.

“O cenário é bastante difícil. O volume de vendas caiu sensivelmente e hoje pequenas, médias e grandes empresas estão fechando. Nossa esperança é de que os governantes resolvam o quanto antes esses desentendimentos políticos, que a cada dia agravam mais a situação”, comentou Medeiros.

No comércio de João Pessoa, é possível encontrar vários prédios fechados com a placa de “aluga-se”.

O vice-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de João Pessoa (CDL-JP), Nivaldo Vilar, avaliou o quadro atual como pessimista. “Já temos a informação de que outras lojas e supermercados do Centro da cidade vão fechar as portas”, destacou.

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