quarta, 13 de dezembro de 2017
Economia
Compartilhar:

Pais cortam gastos para manter filhos em escolas privadas

Érico Fabres / 01 de novembro de 2015
Foto: Rafael Passos
Na contramão da tendência nacional, os paraibanos não querem abrir mão do ensino privado, considerado por eles muito mais eficiente que a rede pública. Enquanto no Brasil, em virtude da crise econômica, a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) espere uma migração de até 15%, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado não acredita nisso, pois a inadimplência, embora alta, tenha baixado de 50% para 30% recentemente, o que mostraria a intenção “de manter uma qualidade sem comparação”, conforme seu presidente, Odésio Medeiros.

Pais de alunos reafirmam o que a entidade acredita, dizendo que preferem cortar gastos a abrir mão da educação particular.

O presidente do Sinepe-PB diz que existem muitas opções de escolas na rede particular e que o valor das mensalidades alcança todas as faixas, então é possível se adaptar a uma nova realidade econômica trocando a escola e não a rede de ensino privada para a pública. Medeiros ainda diz que o diferencial das escolas particulares é que elas sempre cumprem o calendário, não são afetados com greves, falta de professores ou vagas.

A intenção da maioria é que aplique um reajuste entre 10% e 12%. Dos 20 colégios pesquisados, apenas quatro já possuem a tabela para o ano seguinte, enquanto 12 irão divulgar a partir da segunda quinzena deste mês até o início de dezembro. As outras quatro instituições não quiseram divulgar os valores ou não atenderam as ligações da reportagem.

O corretor de imóveis Antonio Paulo Evangelista da Silva, 34 anos, morador de Mandacaru, possui apenas o Ensino Médio, preferiu carreira como técnico em Radiologia e também de Transações Imobiliárias. Estudou apenas em escolas públicas e, a dificuldade de aprendizado que teve, não deseja para o filho de 6 anos. “Somente em uma última ocasião eu colocaria meu filho na rede pública, caso fique desempregado e não tenha como pagar, se for uma questão de estuda ou não estuda”, conta.

Leia mais no jornal Correio da Paraíba

Relacionadas