sábado, 08 de maio de 2021

Economia
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Pagamento do 13º salário deve injetar quase R$ 2,5 bilhões na economia da Paraíba

Ellyka Gomes / 19 de outubro de 2018
Foto: Reprodução
O pagamento do 13º salário deve injetar 2,38 bilhões na economia paraibana em 2018. A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo avaliação da entidade, o montante representa aproximadamente 1,13% do total do Brasil e 7,03% considerando a região Nordeste. Só na Paraíba serão beneficiados com o pagamento um total de 1,39 milhões de trabalhadores.

Os aposentados e pensionistas do INSS representam o maior percentual de beneficiados, 52,6% do total. Empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, por sua vez, correspondem a 46,1%. Os outros 1,4% são formados por empregados domésticos com carteira assinada. Apesar de estarem em maioria, os aposentados e pensionistas não ficam com a maior fatia do montante. A eles serão destinados 33,2% do valor (R$ 791,023 milhões). Os formalizados abocanham 60,7% (R$ 1,44 bilhão), enquanto os domésticos apenas 4,3% (R$ 103 milhões).

Em todo o Brasil, serão injetados R$ 211,2 bilhões até dezembro. O valor corresponde a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Cerca de 84,5 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional, que será, em média, de R$ 2.320. A maior parte do montante, cerca de R$ 139,4 bilhões, será pago aos empregados formalizados, incluindo os trabalhadores domésticos. Mais de um terço (34%) será pago aos aposentados e pensionistas, sendo que R$ 47,1 bilhões vão para os beneficiários da Previdência Social (INSS) e R$ 9,5 bilhões para os favorecidos pela pensão da União.

A análise mostrou que 64,1% do montante será distribuído aos trabalhadores do setor de Serviços, incluindo a administração pública. Os empregados da Indústria ficarão com 17,4% do total; os comerciários com 13,3%; Construção Civil com 3,1%; enquanto 2,1% serão concedidos aos trabalhadores da Agropecuária.

A maior média do 13º salário deve ser paga aos trabalhadores do setor de Serviços, correspondendo a R$ 3.338,81. A indústria aparece com o segundo valor, equivalente a R$ 3.035,61 e; o menor ficará com os trabalhadores do setor primário da economia R$ 1.794,86.

Para chegar a esses números, o Dieese reuniu dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho. Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

Para o cálculo, o Dieese não considera trabalhadores autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, uma vez que dados sobre esses proventos são de difícil mensuração.

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