sábado, 23 de fevereiro de 2019
No Nordeste
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Verão: excesso de radiação solar pode causar problemas de pele

Lucilene Meireles / 12 de dezembro de 2018
Foto: Divulgação
O Verão está chegando e, nessa época do ano, todo mundo quer garantir um bronzeado perfeito e exibir aquela marquinha. Para isso, alguns espaços oferecem bronzeamento natural, com uso de fitas adesivas, e outros, o bronzeamento artificial. Porém, por trás dessas opções de garantir a cor da estação, existem riscos que vão desde queimaduras a insolação, e culminam com os casos de câncer de pele que, até o final do ano, deve somar mais de 2,5 mil novos casos na Paraíba. O alerta é do dermatologista Otávio Sérgio Lopes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“A fita é o marcador do bronzeamento e por si só não é o problema, mas sim o Sol”, observou. “Não conheço se há princípio ativo na fita e, a princípio, não há. O risco é a queimadura solar, e quanto maior o número de queimaduras que uma pessoa teve na vida, maior a chance de câncer”, ressaltou.

De acordo com o médico, o resultado se consegue com sol natural, mas é preciso observar se o produto utilizado antes da exposição é indicado. “Os produtos têm que ter registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e serem liberados para esta finalidade. Se forem, têm segurança”.

Há poucos dias, o dermatologista atendeu uma paciente com queimadura grave por conta desse bronzeamento. “O que está por trás disso não é só o produto, que imagino que seja seguro para a pele. A questão é o excesso de radiação solar”, explicou.

Ele esclareceu que toda vez que uma pessoa se expõe aos raios solares danifica as células. “O uso do bloqueador solar não é para o propósito de bronzear e, para chegar no bronzeamento, sempre tem um eritema antes. Quanto mais intensa essa vermelhidão, maior a chance de comprometimento da pele. Se for morena, que bronzeia com facilidade, chega no bronzeamento ideal. Se for muito branca, nunca vai se bronzear, vai insistir em tomar a radiação solar e vai ser à toa, danificando a pele”, ressaltou.

A Sociedade de Dermatologia chegou ao consenso de que não deve orientar ninguém para bronzeamento, salvo em algumas situações com indicação para usar o Sol como tratamento de doenças. A conclusão, conforme o dermatologista Otávio Sérgio Lopes, se baseia nos riscos por conta do índice ultravioleta (IUV), que está alcançando níveis extremos.

“É muito grave para a pele. Se pega uma pessoa que não pode tomar sol e ela vai, pode ter uma queimadura grave, que não é na hora. O sol queima a pele e a gente não sente nada. Só entre quatro e oito horas depois. Em muitos casos, mesmo na sombra, a radiação refletida, ultravioleta, também queima”, disse.

Segurança. Há mais de 20 anos no mercado da estética, Irla Mikaele da Silveira é proprietária de uma clínica de bronzeamento no bairro Bancários, em João Pessoa e, segundo ela, a procura só tem aumentado. Por semana, atende entre 30 e 40 pessoas, e o uso da fita é a pedida do momento.

“Fazemos com fita adesiva, ao sol. Com esta fita, que é de PVC isolante, fazemos a moldagem do biquíni. Temos todo o cuidado para que não aconteça nenhum problema ao cliente e, realmente, nunca tivemos. Inclusive, usamos produtos adequados para cada cliente. É uma linha de uso profissional e não estão à venda no mercado”, explicou a empresária. Irla garante que o bronzeamento é uma opção segura para ganhar a cor do verão.

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