quarta, 24 de fevereiro de 2021

Economia
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Na Paraíba, profissionais se utilizam de economia criativa para combater crise

Celina Modesto / 27 de agosto de 2017
Foto: ASSUERO LIMA
O que a Netflix e um artista de rua têm em comum? Aparentemente nada. No entanto, ambos podem ser encaixados numa única categoria conceitual: economia criativa - espaço onde acontecem interações entre cultura, economia e tecnologia. Atualmente, é uma tendência para quem quer fugir dos modos tradicionais de fazer economia.

A economia criativa compreende quatro áreas de atuação: Consumo, Cultura, Mídias e Tecnologia. De acordo com o Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil 2016, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a Paraíba tinha 7.310 profissionais formais que trabalhavam na indústria criativa em 2015, com remuneração média de R$ 3.487. A participação dos empregados criativos no total de empregados do estado foi de 1,1% no período, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao levantamento de 2013.

Por segmento, a Paraíba tem muito mais empregados na área de Consumo. Em 2015, eram 3.196, um crescimento de 4,6% em relação a 2013. Dessa forma, a participação dos profissionais do Consumo na indústria criativa foi de 43,7%. Por sua vez, a média salarial no período foi de R$ 4.370, queda de 4% em relação a 2013, quando o salário médio pago era de R$ 4.554.

Já na área criativa da Cultura, a Paraíba tinha 1.247 pessoas empregadas em 2015, um aumento de 31,3% em relação a 2013. O mapeamento também apontou que em termos relativos, Paraíba (17,1%) e Alagoas (16,2%) têm participações da Cultura maiores do que duas vezes a representação média nacional (7,8%). Em relação ao salário, a média foi de R$ 1.405 em 2015, mas o estado registrou a segunda pior remuneração no segmento do país, perdendo apenas para o Piauí (R$ 1.302).

No segmento de Mídias, que inclui o editorial e o audiovisual, a Paraíba empregou 1.375 profissionais em 2015 ante 1.351 em 2013 – incremento de apenas 1,8%. Por seu turno, a média salarial aumentou 3,2% no segmento, passando de R$ 1.961 em 2013 para R$ 2.024 em 2015, de acordo com o Sistema Firjan. A participação das Mídias na indústria criativa paraibana é de 18,8%.

A Tecnologia, embora tenha uma participação relativamente alta na indústria criativa do estado (20,4%), ficou em último lugar no país em termos de participação. Entre 2013 e 2015, o aumento no número de profissionais foi de 13,3%, passando de 1.317 contratados para 1.492. No entanto, a média salarial caiu 1,8%, passando de R$ 4.772 em 2013 para R$ 4.684 em 2015.

Criatividade é “inesgotável”

A gestora de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, fez a seguinte analogia: enquanto a economia tradicional pode ser considerada da escassez, a criativa seria a da abundância. “O recurso principal é a criatividade das pessoas, que é inesgotável, ilimitada e contribui para o desenvolvimento cultural, social e econômico. Enfim, todo produto tradicional que podemos agregar valor com a cultura e a criatividade, e o mercado compra, é economia criativa” .

Dessa forma, afirmou que os produtos criativos são consumidos diariamente, seja no vestuário, serviços - incluindo os digitais - ou lazer e entretenimento. “Na Paraíba, é uma tendência que está crescendo cada vez mais, principalmente com o turismo de experiência. A economia criativa é quando se coloca a criatividade à frente do capital. Hoje, temos vários pequenos negócios a partir de um sonho “.

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