sexta, 26 de fevereiro de 2021

Economia
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Mais de 11 mi de casas poderiam pagar internet, mas não têm serviço disponível

Redação/Correio da Paraíba / 10 de junho de 2017
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou que até 11,6 milhões de domicílios no país poderiam pagar pelo acesso à banda larga fixa ou móvel (3G ou 4G), mas não têm o serviço disponível nas suas localidades.  O dado foi divulgado pelo diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Alexandre Ywata, no workshop "Subsídios à Formulação da Estratégia de Universalização do Acesso à Internet", realizado na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília. No workshop, o Ipea apresentou os resultados do Acordo de Cooperação Técnica estabelecido com a Anatel em 2016.

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O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, destacou a importância dos resultados apresentados a partir da demanda da sociedade junto à Anatel. "Hoje, todo mundo vem aqui atrás de banda larga. Tem mais, quando é banda larga móvel, é 4G ou mais do que isto", afirmou.

O presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, disse que o Instituto possibilitou à Anatel definir para onde deseja caminhar para a universalização da banda larga, se é nas regiões populosas ou com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), índice que mede a qualidade de vida de uma população.

O conselheiro da Agência Igor de Freitas foi claro ao afirmar que, a partir do resultado do estudo do Ipea, se tem que associar o IDH com outros indicadores para a política de universalização de banda larga.

Se usar unicamente o IDH, "vamos ter piores resultado em qualquer objetivo de política estabelecida". Para ele, o IDH deve ser analisado em conjunto com o tamanho da população do local e a capacidade financeira das famílias para a elaboração de uma política adequada. Segundo Igor de Freitas, se deve evitar na banda larga uma situação futura semelhante ao que se encontra atualmente na telefonia fixa.

O secretário de Telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), André Borges, informou que a proposta de política para Universalização do Acesso à Internet vai ser apresentada em consulta pública e todos vão poder fazer contribuições. Ele citou que fazer uma política pública por consórcio entre o Estado e empresas de telecomunicações, possibilidade indicada pelo vice-presidente da TM Brasil, Mario Girasole, é interessante, mas complexa. Ele indicou a possibilidade de a política ser implantada por leilão reverso, onde se indicará as metas e as empresas interessadas disputarão o financiamento destinado.

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