quarta, 25 de novembro de 2020

Economia
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Livros didáticos 70% mais baratos em feiras e sebos de JP

Edson Verber / 21 de janeiro de 2016
Foto: Arquivo
As feiras de livros usados de João Pessoa é uma das alternativas que muitos pais encontram para economizar na hora de adquirir o material didático dos filhos. Nesses locais, é possível economizar até 70% no ato da compra. Segundo Luciano Albuquerque que coordena a feira de usados do Prosinde em Mangabeira, a economia pode inclusive ultrapassar essa marca, se o consumidor tiver livros disponíveis para a troca. “Aqui, os pais podem obter uma economia que chega à casa dos 70%, mas pode ser mais se ele trouxer o livro do ano anterior, pois haverá troca com uma volta muito pequena. O pai também pode deixar os livros em consignação para a gente vender, desde que estejam bem conservados e não tenham o selo do MEC, pois a venda é ilegal”, comenta Albuquerque.

Apesar dos valores, o movimento na feira vem caindo, isso porque muitas escolas estão adotando módulos que são comercializados nas escolas. “Houve uma queda entre 20% e 30%, porque os grandes colégios, principalmente, passaram a adotar, cada vez mais, os módulos contendo todas as matérias e, inclusive, pressionam os pais para comprarem, mesmo sendo muito caros”, comenta o vendedor Luiz Gomes de Paiva.

As comerciantes Lúcia Almeida e Ana Ferreira, que mantêm uma banca na Feira garantem que a crise contribuIU para a queda nas vendas. “Muita gente prefere comprar no cartão de crédito, mesmo sendo mais caro, pois na feira as vendas são à vista. O ano passado, nessa época, o movimento era bem maior. Hoje é um ou outro que chega”.

Mães e pais. Atraído por informações dadas pela sua vizinha, sobre as vantagens da feira de usados, o sargento PM José Humberto Rosa Martins, residente em Pilar foi à Feira do Prosinde pela primeira vez. “Eu comprei três livros - um de História, por R$ 70; de técnicas de redação por R$ 100 e de interpretação de textos por R$ 50. Também encomendei mais dois e, pelos meus cálculos, devo economizar, uns R$ 400 a R$ 500, pois nas livrarias tá caro demais”.

"A venda de módulos não pode ser considerada ilegal, a não ser que o colégio obrigue o pai a comprar. É uma linha tênue, entre venda casada ou não, pois existe Lei Federal que possibilita à escola usar essa prática. Se houver imposição o pai deve denunciar ao Procon".

Helton Renê, Secretário do Procon.

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