quinta, 19 de setembro de 2019
Economia
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Iphan exige estudos para a implementação do Estaleiro de Lucena

Celina Modesto / 17 de janeiro de 2018
Foto: DIVULGAÇÃO
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) confirmou que tanto o local onde se pretende construir o Estaleiro Pedras do Ingá - ou estaleiro de Lucena - quanto as áreas no entorno têm grande potencial histórico e arqueológico. Desta forma, o empreendimento só poderá ser construído após um estudo e adequações às exigências legais.

Por meio da assessoria de imprensa, o Iphan explicou que a área de influência e entorno proposta para a instalação do estaleiro de Lucena “foi ocupada por grupos indígenas antes da colonização, a exemplo dos Cariri, dos Potiguara e, por último, dos Tabajara; na área de influência indireta também existem diversos bens tombados a nível federal (Fortaleza de Santa Catarina, Igreja Nossa Senhora da Guia e Atalaia do Forte Velho)”.

Portanto, completam, “devido às exigências legais, ao grande potencial da área de influência e entorno e ao grande porte do empreendimento, foram solicitados estudos que avaliem o impacto da instalação do Estaleiro Pedras do Ingá aos bens culturais acautelados pelo Iphan, que não foram entregues até o momento ou não estão de acordo com o solicitado pelo Iphan, a continuidade do processo no que compete ao Iphan depende do encaminhamento dos estudos solicitados”.

Segundo o instituto, embora burocrático, o processo é necessário para evitar não apenas problemas relacionados ao meio ambiente, mas também ao patrimônio histórico. “Cabe ao Iphan proteger e promover os bens culturais do País, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras”, apontou na nota.

Reparos de navios. Quase R$ 3 bilhões é o valor do investimento do estaleiro de Lucena. De acordo com Roberto Braga, consultor e representante da empresa McQuilling, trata-se de um estaleiro para reparos e manutenção de navios.

“Diferente dos estaleiros de construção naval, que estão falindo em todo o mundo porque os principais estão na China e em Singapura, o estaleiro de reparos tem vida longa porque funcionam para fazer a manutenção nos navios, que precisam disso a cada dois ou três anos”, explicou.

Conforme o consultor, este será o primeiro estaleiro do Atlântico Sul que terá capacidade para realizar a manutenção de navios de médio e grande porte. Atualmente, existe apenas um localizado em Miami, mas que faz reparos apenas em navios de turismo, e um no Uruguai, mas que atende apenas a navios de pequeno porte.

“Além disso, por ser novo, é projetado para ser um dos mais modernos do mundo e apenas dois estaleiros no mundo são modernos assim”, afirmou.

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