sexta, 22 de janeiro de 2021

Economia
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Idosos de volta ao mercado de trabalho

Érico Fabres com assessoria / 07 de março de 2017
Foto: Arquivo
Com a grande chance do aumento da idade mínima da aposentadoria para, no mínimo, 65 anos, mais idosos precisarão permanecer ou até mesmo retornar ao mercado de trabalho. Essa mudança macroeconômica pode impactar a vida das empresas e da própria população da terceira idade. João Marcio Souza, Diretor da Talenses Executive – repartição da Talenses focada na contratação de Diretores e CEOs diz que as mudanças na previdência podem ser positivas se os indivíduos que estão fisicamente e mentalmente saudáveis ainda têm muito a contribuir, caso se sintam aptos para isso.

De acordo com Souza, empresas multinacionais com RH estruturado oferecem programas muito bem estabelecidos, com acompanhamento completo do executivo mais velho, incluindo até mesmo trabalho psicológico, de Coaching. Ele afirma que, por volta dos 55 anos, muitos profissionais passam a sofrer preconceitos nas empresas onde atuam, por conta da idade. “É uma questão cultural, de mentalidade do brasileiro, principalmente quando comparamos com outros países”, afirma.

Por conta da discriminação existente, o diretor da Talenses diz que esses executivos, muitas vezes, optam por migrarem para conselhos de administração, meio acadêmico e até investimento em negócios próprios, como consultorias. “Poucos continuam como executivos de linha, mas agora provavelmente as empresas terão que repensar sobre a longevidade de seus profissionais na companhia”, comenta. No entanto, ele afirma que o executivo também precisará passar por mudanças, a principal delas é a atualização.

 Obstáculos da atual Legislação

Souza afirma que a legislação trabalhista também precisaria passar por uma reforma, que conte com mais flexibilidade em relação à mão de obra temporária, por projeto.

“Essa seria uma maneira de possibilitar que esses profissionais mais experientes sejam contratados por um custo acessível para as companhias. Hoje, muitos não são contratados, porque a legislação é engessada e a empresa tem dificuldades para absorver esses custos via CLT”, pondera.

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