quarta, 14 de novembro de 2018
Economia
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IBGE aponta que número de trabalhadores autônomos diminuiu 6,2% desde 2012

Ellyka Gomes / 09 de novembro de 2018
Foto: Reprodução
O número de paraibanos desocupados, ou seja, que possuem idade para trabalhar, mas que não estavam empregados, aumentou 27,1% entre 2012 e 2017. No mesmo período, houve retração de 6,2% no número de trabalhadores por conta própria. Em contrapartida, o percentual de trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceu 3,5%.

Os dados fazem parte do módulo “Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012-2017”, investigado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) e divulgado nessa quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2012, a Paraíba tinha 1,51 milhão de pessoas de 14 anos ou mais ocupadas na semana de referência da pesquisa. O número continuou crescendo pelos três anos seguintes, atingindo o maior contingente em 2015, quando foram registrados 1,54 milhões trabalhadores ocupados. No ano seguinte, houve retração de 5,6% na força de trabalho, ou seja, 88 mil pessoas ficaram desempregadas. Com reversão do movimento de queda, o contingente da população ocupada voltou a subir e registrou 1,51 milhões de pessoas em 2017.

Na análise por sexo, o material mostrou que houve mudança estrutural na participação de homens e mulheres na população ocupada nos últimos seis anos. Em 2012, o mercado de trabalho paraibano era formado predominantemente por mulheres. Isso mudou a partir de 2014, quando o contingente masculino superou o feminino. Essa configuração continuou até o ano passado, quando eles representavam 54,1% e elas 45,9% da força de trabalho do Estado.

O número de pessoas ocupadas associadas a sindicatos reduziu 2,1% na Paraíba, acompanhando a tendência nacional (-1,8%). Em 2012, o Estado tinha 279 mil trabalhadores sindicalizados. Em 2017, o número caiu para 257 mil. A remuneração salarial dos homens foi maior do que a das mulheres nos seis anos de referência na Paraíba. Em 2013, eles chegaram a ganhar 16% a mais do que elas. No ano passado, essa diferença passou para 11,8%.

Mão de obra

O contigente de paraibanos com idade acima de 14 anos ou mais era de 1,54 milhão no ano passado, segundo indicou o estudo feito pelo IBGE.

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