quinta, 21 de janeiro de 2021

Greve
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Professores de JP mantêm greve apesar do decreto de ilegalidade

Edson Verber / 12 de abril de 2016
Foto: Arquivo
A greve dos professores e demais trabalhadores da Rede Municipal de Ensino de João Pessoa continua até que seja publicada no Diário da Justiça decisão do Tribunal, determinando volta ao trabalho dos mais de 8,5 mil trabalhadores do setor, que está em greve desde o dia seis de abril em curso, reivindicando reajuste de 11,67%. Sintem garante que a Prefeitura concedeu “0%” e o Município diz que já concedeu 5%, e não pode dar mais em “face da crise econômica que reduziu as receitas municipais”.  O Tribunal de Justiça da Paraíba, por sua vez, afirma que o prazo para volta às aulas era de 48 horas após a notificação, ontem, já que o aviso foi dado na sexta-feira.

“Avesso ao diálogo, o governo municipal rapidamente judicializou a questão e agora tenta mais uma vez desestabilizar o movimento, confundindo os trabalhadores em educação, pais, alunos e a sociedade, afirmando que as atividades serão retomadas nesta segunda-feira devido ao fim da greve”- disse o presidente do Sintem-JP, Daniel de Assis.

“Sentimos por nossos alunos estarem sem aulas, penalizados pela intransigência do governo que ai está e nos forçou a adotar essas medidas. Entendemos que a educação tem que ser prioridade e não apenas objeto de discurso, sendo papel dos educadores, reivindicar que os recursos a ela destinados sejam devidamente aplicados” - destacou.

 

Incompetência de Confederação

 

Daniel também alertou a categoria para uma notícia divulgada neste final de semana sobre processo protocolado pela Confederação dos Servidores Públicos Municipais na Justiça Comum, no mesmo sentido de outro ajuizado pelo Sintem-JP na Justiça Federal, em busca do pagamento pela PMJP de percentual de recursos do Fundef assegurados de profissionais em educação do ensino fundamental, efetivos e prestadores de serviços.

“Conforme pacificada jurisprudência, Confederação só pode representar processualmente qualquer categoria onde não houver Sindicato, o que por óbvio não é o caso de João Pessoa, daí por que a sua absoluta incompetência” - concluiu.

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