sábado, 19 de outubro de 2019
Economia
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Greve pode deixar bancos sem dinheiro

Bárbara Wanderley / 30 de abril de 2019
Foto: Assuero Lima
Os profissionais que atuam no transporte de valores na Paraíba entraram, ontem, em greve por tempo indeterminado. Como consequência, diversas agências bancárias podem ficar sem dinheiro para saques hoje. A greve coincidiu com o período de pagamento dos servidores estaduais e municipais de João Pessoa, o que deve fazer com que o dinheiro acabe ainda mais rápido, já que há grande realização de saques nesses dias.

De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Laudivan Gonçalves, a greve é por reajuste salarial. Ele contou que os vigilantes patrimoniais, categoria que é ligada aos mesmos patrões, receberam reajuste de 5%, enquanto os profissionais que trabalham nos carros-fortes estão sem aumento desde março do ano passado.

Eles reivindicam o mesmo percentual de reajuste, mas segundo Laudivan Gonçalves, os patrões afirmam não ter condições para tal e chegaram a oferecer 2,5%, oferta que foi recusada pelos trabalhadores, cujos salários variam de R$ 1.541 a R$ 1.965.

O presidente do sindicato afirmou que a Paraíba possui entre 500 e 600 vigilantes em carros-fortes, que estão prejudicados pela falta de reajuste, e destacou que a atividade é arriscada. Ele contou que três reuniões já foram realizadas no sindicato patronal, mas como não houve acordo, optou-se pela greve, até que a reivindicação seja atendida. Laudivan Gonçalves afirmou ainda que, pela experiência dele, começa a faltar dinheiro nos caixas eletrônicos logo no primeiro dia de greve.

Uma alternativa pensada pelo presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcelo Alves pelos bancos seria a de contratar temporariamente carros-fortes de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, mas Marcelo Alves acredita que os grevistas não permitiriam o abastecimento dos carros.

Ele explicou que não só os terminais eletrônicos ficarão desabastecidos se a greve perdurar: os caixas convencionais dos bancos também podem ficar sem dinheiro. Marcelo Alves comentou ainda que considera justa a reivindicação dos grevistas por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, já que trata-se de uma profissão muito perigosa.

Associação Brasileira das Empresas de Transporte de Valores ingressou ontem com um pedido de dissídio de greve no Tribunal de Justiça Trabalhista da Paraíba. A ABTV informa que as empresas adotaram um plano de contingência para assegurar a prestação do serviço para a população.

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