terça, 19 de janeiro de 2021

Economia
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Governo anuncia novas medidas do Minha Casa, Minha Vida

Celina Modesto com agências / 06 de fevereiro de 2017
Foto: Ilustração: Sadi Cândido
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (06) a ampliação do limite para acesso ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Famílias com renda de até R$ 9 mil poderão contratar os financiamentos. Atualmente, o limite para participar do programa é R$ 6,5 mil. A ampliação atinge as faixas 1,5; 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. A meta é contratar 610 mil unidades habitacionais em 2017, incluindo todas as faixas do programa. A expectativa do setor da construção civil é que as novas medidas aqueçam o mercado imobiliário.

As faixas de renda do programa habitacional tiveram os limites reajustados em 7,69%, equivalente à variação da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que encerrou o ano passado em 6,57%, mais 1,12 ponto percentual. O programa tem condições de financiamento mais vantajosas que o crédito imobiliário tradicional. Com a mudança, o limite para a faixa 1,5 passará de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil por família. Para a faixa 2, a renda de enquadramento passou de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil e para a faixa 3, de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.

O valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também subiu, e varia de acordo com a localidade. No Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o teto passará de R$ 225 mil para 240 mil. Nas capitais do Norte e do Nordeste, o limite subirá de R$ 170 mil para R$ 180 mil. O último reajuste tinha ocorrido em 2015, no lançamento da terceira etapa do programa.

“O que vemos hoje é uma combinação virtuosa de estímulo ao setor com fortalecimento de um programa social da maior relevância, que é o Minha Casa, Minha Vida”, afirmou ontem o presidente Michel Temer, durante o anúncio das mudanças, no Palácio do Planalto. Segundo ele, a preocupação do governo reúne as necessidades da iniciativa privada e a responsabilidade social com a geração de empregos.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que as mudanças foram aprovadas nesta manhã de forma unânime pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).



Setor otimista

O vice-presidente de Obras Públicas do Sinduscon-JP, Ovídio Trindade, afirmou que, com a ampliação das faixas do programa, a tendência é de aumento da demanda e aceleração do fluxo de vendas. “A taxa de financiamento do Minha Casa, Minha Vida é mais baixo do que os demais financiamentos do mercado. Então, o mercado naturalmente vai tender a investir e produzir novos empreendimentos, movimentando a economia e gerando empregos. Atualmente, o setor imobiliário continua lento, mas a expectativa é de geração de novos negócios e empregos”, afirmou.

O governo também anunciou a meta de contatar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida para este ano. O número inclui todas as faixas do programa habitacional. Desse total, 170 mil moradias serão contratadas na faixa 1, para famílias com renda mensal bruta de R$ 1,8 mil; 40 mil imóveis para a faixa 1,5 do programa e 400 mil para as faixas 2 e 3. Em relação à faixa 1, o Ministério das Cidades informou que 35 mil imóveis devem atender à modalidade entidade rural; 35 mil para a modalidade entidades urbanas e 100 mil por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

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