quinta, 22 de abril de 2021

Economia
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Gasolina tem maior acúmulo que diesel e já pesa no bolso

Redação com Agências / 20 de abril de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
A gasolina vendida nas refinarias acumula alta de quase 30% em 2019, enquanto que o Diesel soma 24%, segundo a Petrobras. Para os consumidores paraibanos, o aumento nas bombas foi um pouco menor. De acordo com dados do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindipetro-PB), no mesmo período, a gasolina sofreu alta de 13% e o diesel, 4,5%.

“Os revendedores estão abrindo mão da margem de lucro e absorvendo, em média, 14% o preço da gasolina. Já o diesel subiu menos, porque até então o governo vinha segurando o preço do combustível”, informou o presidente do Sindipetro-PB, Omar Hamad. Questionado por quanto tempo mais os donos dos postos de combustíveis vão conseguir absorver os reajustes, Hamad comentou apenas que “o mercado é livre para praticar seus preços”.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que, este ano, a alta da gasolina só começou a pesar no bolso do consumidor no mês passado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou que o combustível foi responsável por 16% da inflação de março, que foi de 0,75%. O produto é o terceiro item que mais afeta o orçamento das famílias brasileiras, atrás apenas da refeição consumida fora de casa e do custo do empregado doméstico.

"Provavelmente os postos de combustíveis estão repassando a alta agora, porque estavam com estoque de combustível que compraram antes do aumento", destacou o gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves.

Para o economista Edmar Almeida, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quanto mais segurar o preço, pior para a economia, porque quando o ajuste vier terá de ser alto.

Almeida estimou que o petróleo não vai parar de subir no curto prazo, por conta da pressão da demanda, junto com uma queda de oferta provocada pela Venezuela e Líbia. "Desde que o preço do barril caiu abaixo dos US$ 30, em 2014, o petróleo está volátil e assim vai continuar. A demanda mundial está forte mesmo com a desaceleração da economia mundial”, comentou. Segundo ele, "não dá para tapar o sol com a peneira. a população tem de aprender que o preço do combustível é livre".

Em nota, a Petrobras informou "que continuam em vigor os princípios de preço de paridade internacional (PPI)" e ressaltou que, desde setembro de 2018, a diretoria da empresa aprovou mecanismo de proteção (hedge) complementar à política de preços da gasolina, o que permite à Petrobras ter a opção de alterar a frequência dos reajustes diários no mercado interno.

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