terça, 24 de novembro de 2020

Economia
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Garantia da Petrobras na PB pode ir por água abaixo

Érico Fabres / 08 de janeiro de 2016
Foto: Rafael Passos
A maré que recentemente trouxe boas notícias para a Paraíba mudou e ontem voltou a levar os navios tanque de volta a Suape. Ainda que a Petrobras não tenha confirmado tal afirmação, o presidente do complexo pernambucano, Thiago Norões revelou para o Jornal Diário de Pernambuco que “têm sido realizados testes com navios maiores de combustíveis para ver a viabilidade do projeto”, o que seria um banho de água fria no Governo do Estado, que declarou ter recebido a garantia da multinacional de que a cabotagem seria mantida em Cabedelo.

A Petrobras novamente foi contatada pelo Jornal Correio, mas limitou-se a responder apenas que “a Petrobras esclarece que as entregas de gasolina na Paraíba estão normalizadas e que a forma de abastecimento de gasolina no estado não foi alterada. As entregas na Paraíba continuarão sendo atendidas conforme pedidos das distribuidoras de combustíveis”, sem responder sobre o término das operações de cabotagem em Cabedelo.

A reportagem também entrou em contato com o Porto de Suape, mas através de sua assessoria, a resposta foi de que “Formalmente não houve nenhuma reunião para tratar do assunto e também não fomos comunicados de qualquer decisão da Petrobras quanto ao assunto”.

Reunião garante 7 dias de combustível

Em uma reunião realizada na tarde de ontem, no Ministério Público do Consumidor (MP Procon), o procurador Glauberto Bezerra afirmou que a direção da Petrobras e responsáveis por terminais distribuidores localizados no Porto de Cabedelo garantiram o abastecimento dos postos de combustíveis do Estado por uma semana. Um mutirão será feito a partir de sábado, com trabalho intermitente (24h), para garantir que a normalização ocorra o quanto antes. O navio Mr. Pat Brown deve atracar às 5h de hoje nas Docas com 13 mil toneladas de combustível (10 mil de gasolina e 3 de diesel).

Bezerra também afirmou que o gerente da Petrobras no Nordeste, João Braga, afirmou que outro navio já está sendo carregado para ajudar a normalizar a situação no Estado. De acordo com o procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro, em dezembro a necessidade dos postos da Paraíba era de 60 mil toneladas de combustível, mas apenas 29 mil toneladas vieram, por isso muitos estabelecimentos ficaram sem o produto.

Carneiro repetiu o que a vice-governadora Lígia Feliciano já havia dito, que a Petrobras irá manter as atividades na Paraíba, porém confessou que a multinacional só fez isso de forma indireta, sem afirmar de forma clara isso.

Multas e investigação. O procurador do MP Procon, Glauberto Bezerra, disse que com “a crise do abastecimento” resolvida, o órgão voltará suas atenções para a punição dos responsáveis pelo desabastecimento, das distribuidoras que se aproveitaram da situação para majorar ou esconder combustível e também irá investigar a desativação da cabotagem no Estado.

Bezerra disse que a Receita Estadual deve terminar de receber relatórios de notas fiscais hoje, quando começarão a ser apuradas as irregularidades. Também estão sendo analisadas as atividades de cabotagem no Porto de Cabedelo, que recentemente foram reduzidas.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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