segunda, 18 de janeiro de 2021

Economia
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Fim do Uber prejudicaria 6 mil em João Pessoa

Érico Fabres e Fábio Cardoso / 06 de abril de 2017
Foto: AGÊNCIA BRASIL
A aprovação do Projeto de Lei 5587/16, que trata da regulamentação de serviços de transporte remunerado individual por meio de aplicativos, como o Uber, pode prejudicar mais de seis mil profissionais que atuam no setor em João Pessoa, segundo estimativa da Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana).

Para Mauro Nascimento, motorista do Uber desde novembro do ano passado, a mudança seria catastrófica, já que acabou de financiar um veículo para trabalhar com o aplicativo. “Eu tenho uma empresa de cabine fotográfica, mas não gera muita receita, aí arrisquei no Uber e investi no meu veículo para isso. Com o dinheiro pago as contas de casa e mais a parcela do financiamento. Com a mudança terei que devolver o carro e trancar a faculdade”, conta.

Para o aplicativo Uber - que se manifestou através de nota -, o texto propõe “uma lei retrógrada que não regula a Uber no Brasil, mas tenta transformá-la em táxi, proibindo este modelo de mobilidade.

O PL também irá colocar em risco dezenas de profissionais liberais que investiram na compra de veículos para colocar o serviço em João Pessoa e que podem ficar sem o complemento de renda mensal. Outras pessoas recorreram ao Uber por falta de emprego.

Apesar da prefeitura de João Pessoa ser contrária ao serviço do Uber na cidade - atualmente ele funciona por meio de uma liminar impetrada pelo Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação de João Pessoa -, de acordo com superintendente da Secretaria de Mobilidade Urbana, Carlos Batinga, por enquanto nada muda.

Maioria da população é contra

No site da Câmara Federal, diversas pessoas se manifestaram contra (a maioria) e a favor à aprovação do Projeto de Lei de regulamentação do Uber. Foi o caso de Anderson Carneiro, que apontou que o Uber é seguro e que “a classe média/baixa pode pagar um veículo para a levar para casa com conforto e segurança, respeitando o cidadão, sem ficar a mercê em pontos de ônibus de madrugada”.

Já Antônio Dias sugere para àqueles que são contra o Uber, seja oferecida a oportunidade de emprego onde o empregado trabalha a hora que queira e ganhe o quanto quiser por dia. “Trabalhar 65 anos e morrer sem usufruir do benefício social descontado mensalmente durante uma vida toda... isso sim está certo, não é? Mas suas empregadas, filhos na balada, esposas entre outras usam o Uber, então, lei essa que simplesmente cobra mais impostos e deixa o Brasil para trás mais uma vez.”

Giselda Martins dá os parabéns aos deputados que, segundo ela, se “conscientizaram com a situação dos taxistas”. “Ao contrário do que se cogita pela população, os taxistas não buscam a extinção dos aplicativos, mas sim a sua regulamentação.”

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