sexta, 19 de abril de 2019
Economia
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Feijão carioca sobe até 150% nas feiras e supermercados

Bárbara Wanderley / 06 de fevereiro de 2019
Foto: Rizemberg Felipe
O preço do feijão carioca mais do que dobrou nas últimas semanas e tem assustado os consumidores. O quilograma do produto, que antes custava pouco mais de R$ 3, está sendo vendido por quase R$ 6 e determinadas marcas chegam a R$ 7,50 - um aumento de 150%. Os preços variam de acordo com a marca e a classe do produto.

Embora o feijão seja um produto seja sazonal e às vezes tenha altas, segundo o diretor financeiro da Associação dos Supermercados da Paraíba (ASPB), Cícero Bernardo, no ano passado isso não ocorreu. Outra questão que assustou foi a velocidade da alta. “Esse ano tivemos uma situação atípica. O preço teve um aumento absurdo de repente”, disse. Segundo ele, a elevação de preço se deve a escassez do produto.

Segundo Cícero Bernardo já é possível perceber inclusive, muitos clientes optando pelo feijão preto, que apesar de ter sofrido um leve aumento, não teve uma diferença de preço tão grande. “O feijão preto, o feijão macáçar e a fava estão com preços mais estáveis”, disse.

O comerciante Gilberto Gomes, proprietário de um restaurante, não tem essa opção, já que o feijão carioca está no cardápio diário que é oferecido aos clientes. Ele contou que tomou um susto quando percebeu que o preço tinha aumentado quase 100% em relação a última compra que tinha feito. A guinada no preço ocorreu há pouco menos de um mês.

Agora ele terá que lidar com uma redução na sua margem de lucro, já que não pretende repassar o custo aos consumidores. “Não vou aumentar o preço, quem vai pagar essa conta sou eu mesmo”, comentou.

"Fui a dois supermercados no sábado (Manaíra e BemMais, no Bessa) e o quilo do feijão estava custando R$ 6,70, o mais barato. Duas semanas antes, a mesma marca de feijão estava custando R$ 3,70, isto é, mais do dobro do preço. Levava sempre até quatro quilos, mas, desta vez, preferi levar apenas um para ver se o preço baixa. Assim fica complicado comer." - José Júnior, advogado

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