quinta, 21 de janeiro de 2021

Economia
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Fechamento lota as agências bancárias em JP

Érico Fabres / 31 de março de 2017
Foto: Arquivo/Assuero Lima
O fechamento de diversas agências, principalmente do Banco do Brasil, e a retirada de diversos caixas eletrônicos de várias partes de João Pessoa está causando superlotação nas agências que foram mantidas na ativa, principalmente na Rui Carneiro e Bancários. O sindicato dos Bancários afirma que está cobrando providências a respeito através de reuniões, porém raramente elas surtem algum efeito. “O que resta à população é denunciar aos Procons, ligar e cobrar o atendimento dentro do prazo estabelecido pela lei das filas, porque só mexendo no bolso alguma atitude será tomada”, conta Jurandi Pereira, secretário geral da entidade.

Para Pereira, o caos nas agências mantidas já era esperado, pois a escassez de funcionários, aliado com o aumento do número de clientes e com menos agências só poderia resultar nisso. “Essa situação é ainda pior nos primeiros 15 dias dos meses, quando o pessoal recebe salários e benefícios, aí até o dinheiro acaba, muita demanda”, conta.

Taxas irregulares. Muitos clientes de bancos estão denunciando cobrança por troca de agência bancária em virtude do fechamento de sua antiga agência. O secretário do sindicato afirma que essa cobrança é irregular e até ilegal, pois não é algo que o usuário solicitou, mas uma imposição da instituição. “Tem que denunciar também, porque só assim alguma coisa muda, se ficar em silêncio os abusos continuarão acontecendo”, diz.

O secretário do Procon-JP, Ricardo Holanda, foi questionado sobre a falta de dinheiro, o fechamento das agências e a superlotação de outras, porém até o fechamento da edição não havia se posicionado a respeito.

Desde 7h na espera por abertura de agência, Adalberto Santos, 62 anos, era cliente da agência Cabo Branco do Banco do Brasil. Foi transferido para a da Epitácio Pessoa, que ainda não inaugurou. Precisou ontem ir ao banco e foi logo cedo, 9h, na agência da Rui Carneiro. Encontrou uma fila gigantesca e teve que esperar no sol até 10h até a abertura e mais uma hora para ser atendido. “É uma falta de respeito com as pessoas, virou uma bagunça, estamos à mercê dos bancos e ninguém faz nada”, reclama o cliente.

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